CCJ do Senado aprova união estável entre pessoas do mesmo sexo

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (8), por 17 votos a favor e uma abstenção, um projeto para permitir a união estável entre pessoas do mesmo sexo e posterior conversão dessa união em casamento.

De autoria da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) e relatado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), o projeto altera pontos do Código Civil, que atualmente classifica como entidade familiar “a união estável entre o homem e a mulher”.

Atualmente, o Código Civil reconhece como entidade familiar “a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”. Com o projeto, a lei será alterada para estabelecer como família “a união estável entre duas pessoas”, Assim, trechos da lei que se referem a “marido e mulher” são alterados para “duas pessoas” ou “cônjuges”, mantendo o restante do texto do artigo. O texto determina ainda que a união estável “poderá converter-se em casamento, mediante requerimento formulado dos companheiros ao oficial do Registro Civil”.

O projeto foi aprovado em caráter terminativo (sem necessidade de ir ao plenário, a não ser que algum senador recorra), mas ainda passará por um turno suplementar de votação na própria comissão – provavelmente na sessão seguinte da CCJ, na próxima semana – antes de ser encaminhado para a Câmara dos Deputados.

No turno suplementar, a comissão deve confirmar a aprovação, mas há possibilidade de a proposta sofrer alteração.

O projeto dá forma de lei para decisões já tomadas pelo Judiciário. Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceram a união estável em pessoas do mesmo sexo. Em 2013, resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obrigou os cartórios a converter essa união estável em casamento.

Para a senadora Marta Suplicy, a aprovação do projeto representa “um enorme avanço”. “Apesar das decisões judiciais, estava faltando colocar isso na lei para que não possa mais ser mexido”, disse.

Sobre uma eventual resistência ao projeto na Câmara dos Deputados, considerada de perfil mais conservador, a senadora espera que o texto passe sem dificuldade.

Ela lembra que chegou a propor um projeto em 1995 quando ainda era deputada federal e que conseguiu aprová-lo na comissão especial que o analisou. No entanto, até hoje a proposta aguarda para ser incluída na pauta do plenário da Câmara.

Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já reconheçam o direito à formalização da união entre casais homossexuais, Marta considera a aprovação do projeto de lei no Legislativo extremamente importante pela sua “simbologia”. “Uma coisa é você ter uma aprovação pelo STF, outra é ter um projeto de lei que muda completamente, porque mexe no Código Civil”, disse. O projeto tem o objetivo de conferir segurança jurídica à matéria.

A aprovação da proposta foi parte do esforço das senadoras que integram a comissão para votação de matérias em favor das mulheres e da igualdade de gênero, no âmbito de um conjunto de ações empreendidas pela bancada feminina no Senado pelo Dia Internacional da Mulher.

Fonte: G1/Estadão

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Parada do Orgulho LGBT de São Paulo faz parte de exposição no MASP

Com esta exposição, o MASP volta a atenção para seu entorno, compreendendo a avenida Paulista não apenas como local onde o Museu está inserido, mas também como objeto de consideração e reflexão.

Trata-se de uma atenção significativa no contexto dos 70 anos do Museu (inaugurado em 1947 num edifício da rua 7 de Abril no centro de São Paulo e transferido para este edifício em 1968): a mostra representa um olhar para este local icônico da cidade, que é ao mesmo tempo cartão-postal e palco de embates e disputas de muitas ordens.

Quais são os temas que atravessam a avenida Paulista, com seus mais de 120 anos e 2.800 metros de extensão? Os contrastes econômicos e sociais, o capital financeiro e o comércio informal, o capital simbólico e as instituições culturais, as manifestações políticas e as questões de sexualidade (com uma das maiores paradas LGBT do mundo). Símbolo de São Paulo, a avenida Paulista carrega também as contradições, fricções e tensões de uma cidade rica, complexa e desigual.

A exposição é dividida em dois grandes segmentos. O primeiro segmento, na parede da esquerda e do fundo da galeria do 1o andar, inclui representações da avenida Paulista, com fotografias, documentos, pinturas, registros de ações performáticas, objetos e cartazes históricos de 38 autores, de 1891 a 2016, organizados cronologicamente. O segundo segmento é composto por 14 novos projetos comissionados para a exposição, que ocupam a entrada, o meio e o lado direito da galeria do 1o andar (André Komatsu, Cinthia Marcelle, Graziela Kunsch, Ibã Huni Kuin com Bane e Mana Huni Kuin, Lais Myrrha, Marcelo Cidade, Mauro Restiffe e Rochelle Costi com Renato Firmino), a galeria do 1o subsolo (Daniel de Paula), a sala de vídeo no 2o subsolo (Luiz Roque), o Vão Livre (Marcius Galan), e por uma intervenção na pinacoteca do 2o andar (Dora Longo Bahia), além de projetos não realizados de Ana Dias Batista e Renata Lucas reproduzidos no catálogo da exposição.

Como parte de Avenida Paulista, ocorre uma programação semanal de 13 oficinas e 8 sessões de filmes. As oficinas—propostas por companhias de teatro, coletivos, arquitetos e artistas—utilizam a avenida como palco e espaço criativo, ativando suas histórias e seus espaços de memória. As sessões de filmes—organizadas por Dora Longo Bahia com o grupo de estudos Depois do Fim da Arte—acontecem no pequeno auditório do Museu no 1o subsolo e refletem sobre o lugar do artista na cidade.

É importante pensar esta exposição como um desdobramento da vocação arquitetônica e urbanística do próprio edifício de Lina Bo Bardi (1914-1992), tendo em vista suas características fundamentais—a transparência, a permeabilidade, a abundância no uso do vidro, as plantas livres e a suspensão do volume de concreto—que permitem que o olhar e a cidade atravessem o Museu. Nesse sentido, pensar o MASP é debruçar-se sobre as questões da cidade e, sobretudo, sobre o local onde está instalado desde 1968.

Serviço:

Exposição AVENIDA PAULISTA
Local: MASP
Data: 17.02.2017 a 28.05.2017
Mais informações:
http://masp.art.br/masp2010/exposicoes_integra.php?id=286&periodo_menu=

Via:  www.paradasp.org.br 

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Projeto susta norma do Conselho de Psicologia sobre tratamento de orientação sexual

A Câmara dos Deputados analisa a suspensão de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) que estabelece normas de atuação para psicólogos em relação à orientação sexual. A sustação está prevista no Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 539/16, do deputado Pastor Eurico (PHS-PE).

Pastor Eurico argumenta que a resolução viola a Constituição federal na medida em que invade a competência do Congresso Nacional de legislar; legisla sobre direito da livre manifestação do pensamento; atenta sobre o direito da livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação; agride o livre exercício da profissão; e coloca em risco os direitos e garantias individuais.

O projeto, ressalta o parlamentar, não trata de oferecer cura para a homossexualidade, mas de resguardar a competência do Parlamento. “Se quiser restringir direitos e deveres de profissionais da psicologia, o Conselho Federal de Psicologia deve mandar sua proposta para o Parlamento, a fim de debatermos sobre a vedação ou não de determinadas condutas da profissão”, afirma Pastor Eurico.

Proibições
Conforme a Resolução 1/99, os psicólogos deverão contribuir para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações de homossexuais. O texto proíbe esses profissionais de exercer qualquer ato que patologize comportamentos ou práticas homoeróticas e ainda de participar de eventos que proponham a cura da homossexualidade. Eles ficam proibidos ainda de se pronunciar de modo a reforçar os preconceitos contra homossexuais como portadores de desordem psíquica.

Na avaliação de Pastor Eurico, no entanto, a resolução impede a pesquisa científica sobre o comportamento das pessoas homossexuais. “Pode o Conselho Federal de Psicologia censurar o profissional de psicologia em eventos e congressos ou proibi-lo de se pronunciar em qualquer meio de comunicação sobre pesquisa e estudo científico sobre parcerias entre pessoas do mesmo sexo?”, questiona o deputado.

Ainda segundo ele, é dever do psicólogo atender pessoas que passam por sofrimento psíquico, independentemente de sua orientação sexual. “Uma sexualidade egodistônica [quando alguém é homossexual, mas discorda disso, por exemplo] pode causar sofrimento psíquico, sendo esta a queixa de diversas pessoas que buscam atendimento psicológico”, diz Eurico.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:PDC-539/2016

Via: ‘Agência Câmara Notícias’

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O que os casais héteros podem aprender com os gays?

O que você pode aprender com o relacionamento de outras pessoas para aplicar no seu? Escritor do livro “Unwrapped: Integrative Therapy with Gay Men … the Gift of Presence” (“Desembrulhado: Terapia Integrativa com Homens Gays.. O Presente da Presença”, em tradução livre), o norte-americano Rick Miller revela o que você pode aprender com alguns casais gays para melhorar a relação com seu parceiro.

Pixabay / Takmeomeo

1. Olhar não é crime. É normal e saudável sentir atração por outra pessoa. Então vá em frente, olhe e aproveite o processo de compartilhar o que aprendeu com seu parceiro. Vocês são seres sexuais distintos e cada um tem sentimentos próprios.

2. Compartilhe suas histórias. Use suas histórias. Compartilhe o detalhe de suas experiências, e inclua fantasias presentes e futuras. Isso pode apimentar sua relação.

3. Viva com independência. Garantir certa autonomia torna o relacionamento com seu companheiro mais agradável.

4. “Isso não conta como sexo, a não ser que você vá até o fim.” Essa visão sugere que tocar, beijar e até experiências com masturbação não são realmente sexuais. Para muitas pessoas gays, tais experiências abrangem boa parte de seu repertório sexual e são profundamente gratificantes. Explore seu parceiro e pratique sexo sem penetração. A expressão sexual tem maravilhosas nuances.

5. Liberte-se de papéis que foram convencionados. Os benefícios incluem a tomada de decisão conjunta e a experiência compartilhada de enfrentar desafios e desfrutar as realizações juntos.

6. Para quem tem filhos, tire pelo menos uma noite para você e seu parceiro. Contrate uma babá ou recorra a um amigo ou membro da família para você poder curtir mais seu companheiro.

7. Sexo rápido é bom. Espontâneo, engraçado, inesperado e fora da cama tradicional. É quente!

8. O casamento não é a chave. A luta pelo casamento gay continua, mas em muitos estados ele ainda não é reconhecido. Lembre-se que a estabilidade de qualquer relacionamento vem do compromisso. Autenticidade e desejo oferecem o melhor tipo de satisfação que qualquer casal pode ter. Seja você casado ou não.

Via Psycology Today

 

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Tel Aviv: O melhor destino GAY do mundo!

Um dos roteiros mais buscados pelo público LGBT, eleito em 2011 o melhor destino Gay do mundo, Tel Aviv tem surpreendido muitos turistas LGBTs que buscam um lugar repleto de história, cultura, entretenimento, as melhores festas com os melhores DJs do mundo e ainda por cima, cercado por fantásticas praias.

Com uma Parada Gay que vem se destacando desde seu ano de início em 1993, hoje já se tornou inclusive a maior da Ásia, todos os anos no mês de junho acontece na cidade esta grande celebração, reunindo pessoas do mundo todo.

Talvez você se questione como tudo isso pode acontecer no Oriente Médio e, com toda certeza, Tel Aviv tem recebido nosso público com os braços abertos, com uma comunidade gay bem forte e respeitada, torna-se completamente diferente da realidade dos países ao redor e que se destaca por virar um grande exemplo para o mundo.

Nós, da Aviva Prime, somos especializados nos roteiros em Tel Aviv. Temos variados tipos de pacotes, inclusive para a incrível Gay Pride! Prezamos sempre para que todos os nossos clientes viagem com segurança e sem precisar se preocupar com qualquer questão desagradável ou constrangedora, para isso, trabalhamos com os melhores hotéis gays e gay friendly do mundo, oferecendo toda atenção e suporte para nossos clientes.

Um roteiro mediterrâneo, exótico, com uma deliciosa área gastronômica e uma vida noturna muito badalada, Tel Aviv te espera para suas melhores férias, seja com seu amor ou quem sabe, para encontrar o seu amor por lá.

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Os 5 melhores filmes LGBT da história

E o Oscar vai para…

1. AZUL É A COR MAIS QUENTE (La vie d’Adèle)

Diretor: ABDELLATIF KEHICHE

2013 – 179 min

É top porque…

Até Spielberg virou fã.

NOTA IMDb – 7,9

Presidente do júri do Festival de Cannes em 2013, Steven Spielberg declarou sobre este filme: “É uma grande história romântica, que nos fez privilegiados de ver um amor tão profundo evoluir do seu começo. O diretor não colocou nenhuma restrição à narrativa, e ficamos absolutamente enfeitiçados pelo desempenho das duas atrizes”. Ele estava se referindo a Léa Seydoux (no papel de Emma) e à novata Adèle Exarchopoulos (como Adèle mesmo). Pela primeira vez na história do festival francês, a Palma de Ouro foi dividida entre o diretor e suas duas atrizes.

Baseado na HQ Le Bleu est une Couleur Chaud, da quadrinhista francesa Julie Maroh, o filme mostra o processo de descoberta do amor e da sexualidade pela adolescente Adèle. Insatisfeita com seus relacionamentos com homens, a menina fica deslumbrada por uma garota mais velha, a estudante de arte Emma, que usa o cabelo azul.

Além do prêmio em Cannes, o filme chamou atenção pelas cenas de sexo entre as duas personagens, bastante explícitas. Uma sequência dura longos sete minutos. E as atrizes reclamaram. Disseram que o diretor exagerou nas tomadas de pegação, e que foram manipuladas. Uma cena teria sido repetida ao longo de dez dias de filmagens. Mas o diretor não deixou barato, chamou as atrizes de mimadas e afirmou: “Fiz tudo em nome da arte”.

 2. O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN (Brokeback Mountain)

Diretor: ANG LEE

2005 – 134 min

É top porque…

Tem os primeiros cowboys gays.

NOTA IMDb – 7,7

É para se pensar no quanto o preconceito pode ter influência aqui: quando Ang Lee foi anunciado como vencedor do Oscar de melhor diretor no evento de 2006 – o filme também ganhou pelo melhor roteiro -, os produtores deste filme já deixaram seus discursos de agradecimento ao alcance das mãos. Tradicionalmente, o vencedor de melhor direção também leva o prêmio de melhor filme do ano. Afinal, o filme é o produto do trabalho do diretor. Mas não. O próprio Jack Nicholson, que apresentava este prêmio, ficou surpreso ao ler que a estatueta de melhor filme iria para… Crash: No Limite, um filme mediano e de que ninguém mais se lembra.

Mas, como um Oscar não é tudo na vida, o filme de Ang Lee entrou para a história assim mesmo. Porque colocou dois homens vivendo uma experiência profunda de amor homossexual num cenário tradicionalmente marcado pelos machões: o faroeste. Foi a primeira grande produção a ter dois cowboys gays como protagonistas – embora Andy Warhol já tivesse feito Lonesome Cowboys, um de seus filmes experimentais, em 1969.

Ennis (Heath Ledger) e Jack (Jake Gyllenhaal) são dois vaqueiros que passam um tempo num trabalho solitário, em meio às montanhas. E acabam se apaixonando. O filme mostra como, ao longo de décadas, os dois se viram para esconder seu romance da sociedade e lutar contra o próprio preconceito.

3. O AMOR É ESTRANHO (Love is Strange)

Diretor: IRA SACHS

2014 – 94 min

É top porque…

Lembra que o inferno são os outros.

NOTA IMDb – 6,7

O título do filme, tradução literal do original inglês, tem uma dubiedade instigante. Ao pensarmos em filmes de amor entre dois homossexuais, logo vem à mente a luta pela aceitação, o preconceito. Daí o estranhamento que este filme provoca. Porque, fugindo dos clichês do cinema gay, a produção se concentra na forte conexão entre dois senhores, juntos há 40 anos, e as dificuldades da convivência.

Quando George (Alfred Molina) é demitido da escola católica onde leciona música (por ter casado com seu companheiro de longa data, o que mostra que há preconceito aqui, embora em segundo plano), o casal se vê em má situação financeira. E tem de morar de favor em casas de amigos – e pior, separados. Ben (John Lithgow) se sente um incômodo no lar de um casal mais jovem – e é assim mesmo que eles o tratam -, enquanto George sofre dormindo no sofá de um apartamento sempre na balada. Uma história tão humana – e independente de os personagens serem gays ou não – que o filme teve aprovação de 98% no site Rotten Tomatoes, que faz uma média das avaliações das críticas nos jornais e na internet.

4. MENINOS NÃO CHORAM (Boys Don’t Cry)

Diretor: KIMBERLY PEIRCE

1999 – 118 min

É top porque…

Lembra a dura vida dos transgêneros.

NOTA IMDb – 7,6

Como se não bastasse o grande filme que é, Meninos Não Choram ainda revelou ao mundo o talento da atriz Hilary Swank – que ganhou o Oscar pelo papel principal e repetiria a dose cinco anos depois, com Menina de Ouro.

Baseado em uma história real, o filme aborda a difícil situação dos transgêneros, principalmente em cidades pequenas e conservadoras. Brandon Teena (Swank) é um garoto que chega a uma pequena cidade do Nebraska e logo se enturma com um grupo de amigos, conquistando inclusive o coração da bela Lana (Chloë Sevigny). Mas algo está esquisito ali: quando está prestes a fazer sexo, Brandon sempre se recusa a tirar a roupa. Até que o mistério se dissolve: o menino nasceu menina. O que não é bem aceito pelo grupo que o recebera – e o personagem se torna vítima das piores violências. Um relato quase documental de como a homofobia se instala na sociedade – e o sofrimento de suas vítimas.

5. ALMAS GÊMEAS (Heavenly Creatures)

Diretor: PETER JACKSON

1994 – 99 min

É top porque…

Peter Jackson pré-Senhor dos Anéis.

NOTA IMDb – 7,5

Vencedor do Leão de Prata de melhor direção no Festival de Veneza, este filme – que revelou Kate Winslet – também é baseado numa história de verdade: a das adolescentes Juliet Hulm e Pauline Parker, duas amigas íntimas que vão ficando cada vez mais próximas. Diante da repressão contra seu romance, as duas enlouquecem, sonhando acordadas num universo de fantasia e literatura, onde seus grandes heróis são o cineasta Orson Welles eo tenor ítalo-americano Mario Lanza.

Percebendo a intensidade homoerótica entre as amigas – Pauline foi diagnosticada com o “distúrbio” do lesbianismo por um médico -, os pais de ambas tentaram separá-las. Má ideia. Elas decidiram assassinar a mãe de Pauline, que viam como obstáculo ao seu amor. Nem deram trabalho para a polícia descobrir tudo: Pauline contava a sua vida inteira num diário.

Via: Rev. Superinteressante

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Projeto realiza testes de HIV/AIDS gratuitamente no Largo do Arouche

Através de ações de comunicação e da realização de intervenções urbanas com uma unidade móvel de saúde, o projeto Viva Melhor Sabendo Jovem (VMSJ) promove testagem de HIV via fluído oral (saliva) gratuitamente, além da distribuição de preservativos e o oferecimento de acolhimento, encaminhamento e adesão ao tratamento para o público reagente. A ação acontece todas as sextas e sábados no Largo do Arouche, das 18h às 22h, e vai até o mês de setembro, interrompendo as atividades apenas na semana de carnaval.

A unidade móvel do VMSJ não estacionou no Largo do Arouche por acaso. A escolha do lugar foi feita em conjunto com o Programa Municipal de DST/aids da cidade de São Paulo, por ser um local de sociabilidade LGBT da cidade, possibilitando a aplicação da testagem entre pares. “Essa estratégia busca atingir o público LGBT jovem apostando na formação de agentes de prevenção também jovens e LGBT”, explica o coordenador do projeto Túlio Bucchioni. Para realizarem os testes, os jovens são capacitados pela Secretaria Municipal de Saúde e formados pela Viração.

Além das testagens no Arouche, no dia 21 de janeiro o projeto fará uma participação especial na Gaymada, evento que acontece no Largo da Batata, entre 13h e 21h, com o objetivo de promover a socialização de LGBT em espaços públicos. 

O Viva Melhor Sabendo Jovem, iniciado em meados de 2015, tem como foco o público jovem e, em São Paulo, é realizado pela organização social Viração Educomunicação com parceria técnica da Prefeitura de São Paulo.

Situação da epidemia

Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2015 do Ministério da Saúde, nos últimos dez anos, o número de adolescentes e jovens de 15 a 24 anos com HIV aumentou em 41%, no Brasil. Em São Paulo, de acordo com dados da Secretaria Municipal Saúde, neste período, o município conseguiu reduzir a porcentagem de casos de HIV/aids em homens que fazem sexo com homens em populações entre 30 a 60 anos ou mais. Entretanto, esta porcentagem aumentou nas faixas etárias de 13 a 29 anos.

De acordo com um levantamento de 2015 realizado pela Prefeitura, 59% do público entre 15 e 24 anos teve acesso ao preservativo no último ano. A pesquisa relevou ainda que somente 20% deste grupo já fez o teste para aids alguma vez na vida e que apenas 45% dos respondentes tem conhecimento sobre a existência de serviços que ofertam o teste gratuitamente.

Sobre o Viva Melhor Sabendo Jovem

O Viva Melhor Sabendo Jovem (VMSJ) é uma estratégia em saúde que visa ampliar o acesso de adolescentes e jovens ao teste para o HIV, por meio de acolhimento, encaminhamento e adesão ao tratamento para o público reagente, bem como o acesso às informações sobre prevenção e autocuidado, através da realização de testagem extra muros entre pares.

Entre os meses de outubro e dezembro de 2016 foram realizadas 14 ações, com uma média de testagem de 20 a 25 jovens por ação. Nesses três meses, 329 pessoas foram testadas, a maioria jovens de até 29 anos. A média geral até então é de quase 5,5% de casos reagentes.

Além das intervenções de rua, o Viva Melhor Sabendo Jovem se utiliza de técnicas e produtos de comunicação para difundir mensagens entre pares sobre prevenção, teste e tratamento do HIV.

Serviço: Acesse a página do Viva Melhor Sabendo Jovem no Facebook.

 

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Cartilha orienta atendimento ao público durante Parada Gay do Rio LGBT

A 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT 2016 do Rio de Janeiro, ocorreu neste domingo (11) na orla de Copacabana. O evento costuma receber um expressivo número de turistas brasileiros e estrangeiros.

Para melhorar o atendimento a esse público, o Ministério do Turismo (MTur) enviou para os estabelecimentos turísticos da cidade a cartilha Dicas para atender bem turistas LGBT.

Na publicação, produzida em parceria com Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, os estabelecimentos são orientados a tratar os clientes pelo nome social, oferecer promoções para casais e datas especiais, além de recomendar usar sempre o termo orientação sexual.

“Com o intuito de garantir um atendimento ainda mais qualificado desse turista, solicitamos a mobilização dos prestadores de serviços turísticos, no sentido de disseminar o conteúdo desse material junto aos funcionários e colaboradores dos empreendimentos do Rio de Janeiro”, ressaltou Isabel Barnasque, diretora substituta do Departamento de Formalização e Qualificação no Turismo do MTur.

Em agosto, a capital fluminense ganhou o título de melhor cidade de praia gay da América Latina. Segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o público LGBT representa 10% dos viajantes e movimenta 15% do faturamento do setor.

Mercado

O turismo LGBT é um dos segmentos de mercado que mais crescem no mundo e um nicho atrativo para destinos turísticos. Estudos do World Travel EC1 Tourism Council revelam que o turista LGBT gasta, em média, 30% a mais e viaja quatro vezes mais do que outros segmentos.

De acordo com a IGLTA (The International Gay & Lesbian Travel Association), o mercado de viagens gays e lésbicas movimenta US$ 54 bilhões anuais. Além disso, 67% afirmam dar preferência aos meios de hospedagem que se posicionam como gay-friendly.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

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Quanto tempo devo guardar a papelada???

Quanto tempo guardar os documentos mais importantes? (faturas, contratos, recibos, apólices, notas fiscais, garantias, etc.) Esses são os que geram grande dúvida e receio com relação ao tempo de guarda.

E para quem tem filhos, aumenta-se muito a quantidade de papéis a ser administrada, já que se inclui nessa bagagem todas as atividades escolares…

Mas calma: para tudo há uma solução. Veja a seguir algumas dicas básicas, com relação ao tempo de guarda:

  • As contas mais comuns (água, luz, telefone, cartão de crédito) devem ser conservadas por 5 anos. Atualmente a maioria dessas empresas, envia um documento de quitação no final do ano, que substitui os 12 comprovantes. Se não houver esse documento, guarde todas as vias;
  • Os comprovantes de condomínio, devem ser guardados pelo período em que se mora no imóvel, já que a qualquer tempo podem haver cobranças “indevidas”. Após a mudança de imóvel, esses documentos ainda devem ser guardados por 10 anos, de acordo com nosso Código Civil, mas muitos moradores hoje em dia já fazem a guarda eletrônica desses comprovantes;
  • No caso de seguros, tanto a proposta assinada, como os boletos de pagamento e as apólices de seguro, devem ser guardadas durante a vigência dos mesmos. Você também pode guardar as propostas assinadas digitalmente dos últimos 3 anos, para fins de comparação com a cotação, no ato da renovação;
  • Nos casos de seguro saúde (por exemplo), a proposta assinada e o contrato, além dos comprovantes de todos os pagamentos, devem ser guardados até pelo menos 12 meses após o último reajuste. Nesse caso também, objetiva-se evitar possíveis problemas judiciais;
  • Com relação ao aluguel, o locatário deve guardar o contrato e os comprovantes de pagamento, bem como na saída do imóvel, o comprovante da entrega das chaves, por pelo menos 3 anos após o término do contrato, se não houverem quaisquer pendências. Esse comprovante da entrega das chaves geralmente é fornecido, após ter sido feita a vistoria no imóvel;
  • Na compra do imóvel, deve-se guardar a proposta, o contrato e os comprovantes de pagamento, por pelo menos 12 meses depois que a escritura for lavrada;
  • As notas fiscais e os certificados de garantia devem ser mantidos a partir de aquisição do bem, e durante toda a vida útil do serviço ou do produto;
  • Os contratos devem ser guardados até que o vínculo entre as partes seja desfeito, e no caso de financiamentos, até que todas as parcelas estejam pagas, e o bem não tenha mais alienação.

Fique atento, já que hoje em dia a maioria das empresas fornece um comprovante de quitação dos seus pagamentos ao final do ano, se você não receber automaticamente, peça a sua, pois nesses casos, somente esses comprovantes devem ser guardados, diminuindo-se, e muito, a quantidade de papel!

E você? Qual é a sua maior dúvida quando o assunto é a guarda de documentos?

Rose Moraes
Personal Organizer
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rose.moraes.po@gmail.com
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Carta aos pais de um filho gay

Por Ruth Manus

Um dia encontrei uma amiga da minha mãe chorando de forma tão desesperada que tive certeza que um de seus filhos havia morrido. Meu coração foi à boca. Sabendo que todos estavam vivos, comecei a perguntar-me qual deles teria descoberto que sofria de uma grave doença. Nenhum. O choro da mãe era porque um dos filhos tinha revelado ser homossexual naquela manhã.

Eu não vou dizer que vocês, pais de filhos gays, não tenham razão para se preocupar. Têm sim. Todos os pais têm. Preocupar-se é a mais natural das características dos pais. Preocupam-se com a nossa alimentação, com os nossos agasalhos, com nossos estudos e, sobretudo com a forma como as pessoas que povoarão nosso caminho nos tratarão. E, sim, nesse ponto eu entendo a preocupação dos pais de um filho gay. Porque tem muito imbecil por aí. Mas o mais importante é que os primeiros imbecis desse caminho não sejam os próprios pais dessa pessoa.

Não escrevo este texto para os pais que acham que ser gay é uma ofensa a Deus, uma vergonha, uma aberração ou uma simples opção de um filho. Neste nível de ignorância eu acredito que seja inútil tentar penetrar. Escrevo esta carta, de coração, aos pais que não sabem bem como agir. Aos que teoricamente aceitam-nos, ou pelo menos pensam aceitar. Escrevo também aos pais que suspeitam ter um filho homossexual e não sabem por onde ir. Escrevo aos bons pais, que se esforçam para apoiá-los e que estão dispostos a fazer o melhor que podem.

O fato é que existem muitas léguas de distância entre o ato de aceitar e o ato de acolher. Entre a mera tolerância e a necessária compreensão. Entre o mero olhar sem censura e o tão esperado abraço que diz “eu te aceito, te acolho, te amo e me orgulho de você, independentemente de qualquer coisa”. Aceitar não é tudo. É só um primeiro passo.

Lembro-me bem da madrugada na qual um namorado terminou um relacionamento de 7 anos comigo. Destruída, fechei a porta para ele ir embora pela última vez e corri para o quarto dos meus pais, às 3 da manhã. Eu sabia que não estava sozinha e que a minha dor seria suportada por eles. Eu sabia ter rede. Já um amigo, gay, quando sofreu a mesma dor, foi chorar no banho. Saiu do banho olhando para baixo, fechou-se no quarto, esperando que seus pais- que aceitam sua homossexualidade- não perguntassem nada. Porque eles nem sabiam que ele vivia um relacionamento estável que já durava cerca de 3 anos.

A questão é: até quando tantos pais esconderão a poeira debaixo do tapete? “Seja gay, a gente tolera, mas saiba que nunca trataremos isso com naturalidade”. Esse é o discurso que ninguém diz e que segue velado em tantas famílias. É preciso abrir este caminho, mostrar aos seus filhos que vocês se interessam pela vida afetiva deles tanto quanto se interessariam pela de um filho hétero. É preciso sair da zona de conforto, que foca as conversas no trabalho, no dinheiro e nas amenidades, buscando fugir de tudo o que diz respeito à homossexualidade em si.

Não tenha medo de perguntar quais são os lugares que ele frequenta. Nem com quem ele vai, nem qual música toca. A vida de um gay não é mais nem menos promíscua que a de um hétero. Não é a orientação sexual que determina se a pessoa vai dormir com uma pessoa a vida inteira ou com 3 na mesma semana. Isso não tem nada a ver com ser gay ou não. Tenho amigos gays super caretas e amigas solteiras super liberais. Ninguém é melhor nem pior por isso. Livrem-se destes dogmas.

Participe da vida do seu filho gay. Pergunte sobre seus sonhos. Se ele quer casar, se vai querer festa, se vai querer um buquê, seja ele homem ou mulher. Pergunte se ele sonha com filhos. Se vai querer adotar, se pensa em inseminação ou numa barriga de aluguel. Pergunte se ele gosta daquelas camisas brancas que você compra para ele ou se preferia que elas fossem floridas. Pergunte à sua filha se ela se protege no sexo, ainda que saiba que o tipo de relação que ela mantém não resulta em gravidez. Mostre que você se importa e que o espaço de diálogo entre vocês pode ser cada vez maior.

Mostre ao seu filho que ele é muito mais importante do que seus amigos conservadores. Mostre que você está disposto a abrir mão destes seus “amigos” que ficam escandalizados com a homossexualidade, em respeito a ele. Mostre que este tipo de gente não te interessa mais, porque quem julga que seu filho não é bom o bastante por amar pessoas do mesmo sexo, merece todo o seu desprezo.

Faça com que eles percebam que, por você, tudo bem se a Tia Loló ficar chocada com o fato do sobrinho neto ser gay. Tia Loló deu sorte de estar viva em 2016 e ela precisa conviver com isso. Mostre ao seu filho que você não está mais preocupado em poupar a Tia Loló, o Tio Tonico, a prima Rosângela e seus trigêmeos, do que em fazer com que ele se sinta bem e livre na festa de família pela primeira vez. Quando a Tia Loló perguntar “como vão as namoradinhas do Rafael?” responda tranquilamente “é namoradinho, Tia Loló, ele se chama Mateus, é engenheiro, um rapaz ótimo.”. Se a Tia Loló engasgar com o amendoim, bata nas costas dela. Mas não bata no ego do seu filho, trancafiando-o num eterno armário de vidro.

Você nunca deixou seu filho chorar sozinho quando era criança. Você nunca se envergonhou do nariz escorrendo, nem da roupa suja no fim do dia. Você sempre se orgulhou daquela criança e dizia para quem quisesse ouvir “Sim! É meu filho!”. Por que isso haveria de mudar agora? Quais os olhares que passaram a ser mais importantes do que os olhares de amor dele para você e de você para ele? A quem você confere a legitimidade de julgar o seu filho a ponto de te tornar omisso na vida dele? A quem você se rende para não abraçá-lo da forma mais sincera e entregue?

Já é hora, mãe. Já é hora, pai. Acolham seus filhos de forma integral antes que seja tarde demais. Não compactuem com mais choro no banho, mais segredos, mais mentiras. Não abram mão de ouvir histórias boas, histórias alegres, histórias de amor. Nem abram mão da convivência com seus novos genros e noras.

Acima de tudo, não permitam que a noção de “amor incondicional” torne-se uma farsa na relação de vocês. Mostre ao seu filho todo dia que seu amor por ele é infinitamente maior do que a miséria humana que julga, aponta e condena determinadas formas de amar. Mostre ao seu filho que o mundo pode virar-se contra ele, mas que seus braços serão sempre um lugar seguro onde ele é bem-vindo por ser exatamente quem ele é.

Via: Estadão

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