Rio de Janeiro treina policiais para tratar comunidade LGBT

Os policiais civis e militares do Rio de Janeiro receberão até o mês de junho uma cartilha com temática gay. Todos os 60 mil agentes das polícias Militar e Civil terão o seu exemplar, além de um treinamento especifico com orientações de como tratar de forma adequada a comunidade LGBT.

As cartilhas fazem parte do treinamento que o Rio Sem Homofobia e a Secretaria de Segurança Pública do estado têm promovido nos últimos anos com forças policiais locais sobre a população gay.

Um dos destaques da ação é a recomendação de que as transexuais devem ser sempre tratadas com seu nome social e não o de batismo.

Será um processo lento e gradual. Um processo de reeducação para se criar um ciclo virtuoso de cidadania. Os policiais são parte da sociedade e, como qualquer outra pessoa, herdaram preconceitos, lembrando que os homossexuais devem ser tratados com o respeito que merecem todos os cidadãos.

No entanto, o projeto já tem resultados concretos, como a queda do número de denúncias de abusos de autoridades recebidas no Disque Cidadania LGBT.

Entre abril e maio, serão capacitados 450 alunos do curso de formação de novos policiais civis. Além dos alunos, peritos e agentes das delegacias especializadas ao atendimento à mulher passarão pelo treinamento, estes últimos para o atendimento às lésbicas.

Entre junho de 2013 e março de 2014, 3200 policiais civis e militares foram capacitados. A meta do programa é treinar até o final deste ano oito mil agentes. Somados aos quatro mil que já passaram pelo curso em anos anteriores, a capacitação vai chegar a 12 mil agentes, 20% do contingente das duas polícias.

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