Cabelereiro, vendedor de loja, estilista… Veja profissões que mais contratam LGBTs

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Quando se fala em mercado de trabalho para o público homossexual, o cargo de cabeleireiro ainda é o mais ocupado. Não há estudos científicos que expliquem o por quê dessa maior ocorrência, mas é só percorrer os salões da cidade para constatar que realmente eles são a maioria nesse ramo.

Para a fundadora da ONG Alah (Associação Linharense de Apoio a Homossexualidade), Telma Pereira da Silva, “isso não acontece porque as mulheres gostam de cabeleireiros homossexuais, mas sim porque esse é um trabalho que demanda perfeição do profissional”. A analista de Recursos Humanos, Vanessa Silva, concorda com Telma e reforça que os gays se dão bem na profissão de cabeleireiro, pois “eles têm a força de um homem, e a sensibilidade e a delicadeza de uma mulher”.

Vanessa também destaca que “para ocupar as vagas de atendente em lojas de roupas femininas, os gays também são os melhores, pois dão opiniões e dicas sinceras para as clientes”. Profissões como arquiteto, estilista, designer, publicitário e marqueteiro também são bastante comuns entre o público homossexual. De acordo com Vanessa Silva, algumas empresas até preferem contratar homossexuais para algumas vagas específicas.

“Hoje já existem perfis exclusivos para esse público, justamente porque já percebemos que para alguns cargos eles são melhores, principalmente, para aqueles que exigem maior atenção aos detalhes”. A analista ainda informa que em nenhum momento do processo seletivo ou da entrevista de emprego o recrutador pode perguntar a orientação sexual do candidato. “Essa é uma informação que não tem relevância para ocupar uma vaga de emprego. O importante é o profissional ser qualificado para o cargo”.

Preconceito maior entre os transexuais e travestis
As travestis e os transexuais são os que acabam sofrendo mais com o preconceito na hora de encontrar um emprego, pois suas orientações sexuais estão mais evidentes. Para o professor e coordenador do Fórum LGBT da Serra, Gean Carlos Nunes de Jesus, o motivo pelo qual muitos transexuais e travestis acabam se tornando profissionais do sexo é explicado pela dificuldade em conseguir um espaço no mercado de trabalho.

“Dificilmente essas pessoas serão atendentes de loja, por exemplo. Ainda existe muito preconceito com transexuais e travestis, por isso eles acabam ficando sem muitas opções de emprego”, frisa Gean. Já para a analista de Recursos Humanos, hoje os homossexuais enfrentam menos preconceito e dificuldade na hora de encontrar um emprego, pois, segundo ela, as pessoas estão cada vez mais abertas às diversidades.

“Se o currículo for bom, dentro do perfil da vaga e se o candidato se comportar adequadamente durante a entrevista e as demais etapas do processo seletivo, não haverá problemas ou maiores dificuldades na contratação”, frisa Vanessa Silva. Ela inda ressalta que os homossexuais podem ocupar qualquer vaga de emprego, assim como qualquer outra pessoa, contanto que a postura e o comportamento sejam compatíveis com o cargo desejado.

Pesquisa aponta que 38% das empresas têm restrições para contratar gays
Uma pesquisa feita pelo site www.trabalhando.com, no ano passado, apontou que apenas 3% dos 400 profissionais de Recursos Humanos entrevistados acreditam que as empresas aceitam os gays sem restrições. Já para as organizações pesquisadas, a contratação do homossexual é estudada com mais atenção e a contratação ou não pode variar de acordo com o setor e o cargo.

Dos profissionais, 54% acreditam que o preconceito ainda existe e que 38% das empresas ainda têm restrições para contratar candidatos LGBT’s. Enquanto a descriminação ainda existe em algumas organizações, outras pesquisas no setor revelam que multinacionais são mais tolerantes e até possuem programas de inclusão, além de reconhecerem os parceiros do mesmo sexo como beneficiário em programas internos e planos de saúde da empresa.

A advogada especialista em Direito Homoafetivo, Rosangela Novaes, reforça a ideia de que hoje existe um preconceito velado em relação a inserção dos homossexuais no mercado de trabalho. “Em São Paulo, por exemplo, temos uma lei estadual que pune as pessoas que descriminam alguém por sua orientação sexual, então os recrutadores das empresas nunca vão alegar que não escolheram um candidato por ele ser homossexual”.

Novaes lembra que é difícil entrar com um processo nessas situações, pois acaba sendo complicado provar que a pessoas foi vítima de preconceito. A advogada também destaca que por encontrarem barreiras na hora de encontrar um emprego, os homossexuais acabam ficando sem opções e partem para profissões como atendente de telemarketing, cabeleireiros e até mesmo profissionais do sexo.

Fonte: eshoje.jor.b  por Jheniffer Sodré 

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