CEOs Gays temem assumir sua homossexualidade

Recentemente uma reportagem do jornal Valor Econômico sobre CEOs Gays levantou uma questão importante: por qual motivo os homossexuais em alto cargo e chefia possuem atitudes mais reclusas no mercado de trabalho?

Um dos motivos é o preconceito. Desde crianças somos acostumados a entender que família é composta por homem, mulher e filhos, e que relação amorosa só existe entre pessoas de sexos opostos. Mesmo com muita luta pelos direitos homoafetivos, a sociedade ainda encara as relações de pessoas do mesmo sexo como algo diferente e, no pior dos casos, um pecado.

Apesar da nossa discussão ser mercado de trabalho, a forma como as pessoas foram educadas ou constroem seus pensamentos afetam e muito as relações as quais elas irão estabelecer no seu cotidiano de trabalho.  E, muitas vezes, o medo de se expor ou de sofrer algum tipo de rechaço faz com que o homossexual seja discreto ao falar de relações amorosas e/ou familiares.

A Reportagem do Jornal Valor Econômico traz exemplos de altos executivos dos EUA, porém, muito pode ser aplicado em nosso país, que também possui uma cultura homofóbica e machista isso porque seguramente no Brasil haja executivos que não tenham saído do armário por aqui.

De acordo com Deena Fidas, vice-diretora de programas corporativos da Human Rights Campaign, o maior grupo de defesa dos direitos das lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros dos Estados Unidos: as companhias legalmente ainda podem demitir um trabalhador por ele ser gay em 29 estados americanos, por exemplo, e muitos preconceitos sutis persistem no ambiente de trabalho, segundo o grupo.

Não há um único executivo-chefe declaradamente gay na “Fortune 1000″ [a lista das mil maiores empresas americanas], segundo a Human Rights Campaign. (O único executivo-chefe declaradamente gay, o ex-presidente da Urban Outfitters Glen Senk, deixou a companhia em janeiro e hoje comanda a varejista de joias David Yurman.)

Isso não quer dizer que não existam CEOs gays nesse grupo, observa Kirk Snyder, um consultor especializado em diversidade que trabalha com empresas da “Fortune 500″ e já escreveu vários livros sobre a homossexualidade no local de trabalho. Com base em suas pesquisas e contatos do setor, ele afirma conhecer pelo menos 10 CEOs que ainda não saíram do armário. “Eles temem ser boicotados pelos consumidores se souberem que a companhia é comandada por um CEO gay.”

Apesar do medo do rechaço e das atitudes alheias, o jornal traz exemplos de executivos que saíram do armário. Como é o caso de Beth Brooke, vice-presidente global de políticas públicas da Ernst & Young, que assumiu ser gay após 20 anos de empresa.

Por quase duas décadas, a executiva da Ernst & Young Beth evitou as conversas ao bebedouro por temer que alguém a deixasse embaraçada com alguma pergunta pessoal. Ela diz que os colegas cochichavam pelos cantos que ela era uma “solitária”, abalada por um possível divórcio, ou talvez reclusa por natureza.

E foi durante um vídeo patrocinado pela empresa para uma campanha sobre diversidade, ela disse olhando direto pra câmera:”Sou gay”.

Fonte: http://migre.me/cT25E

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