Pela primeira vez na história, Papa recebe grupo gay no Vaticano

O Vaticano fez algo sem precedentes, nesse último dia 18 de fevereiro, ao dar a um grupo de lésbicas e gays católicos, assentos especiais na audiência geral semanal com o papa Francisco. Porém, em um sinal que a recepção não era total, os peregrinos norte-americanos do ministério New Ways foram identificados na lista de assistentes como um “grupo de laicos acompanhados por uma freira de Loreto”. De todo modo, Francisco demonstrou mais uma vez que procura ser um líder religioso com uma postura distinta de seus antecessores.

Os representantes da New Ways se mostraram satisfeitos de terem sido convidados para se sentar à frente da audiência pelo monsenhor Georg Gaenswein, o prefeito da Casa Pontifícia, que entrega os cobiçados bilhetes reservados para as audiências com Francisco.

Durante anos, Gaenswein foi o principal assistente do papa emérito Bento XVI. Quando Bento dirigia a Congregação para a Doutrina da Fé, proibiu permanentemente os fundadores do Ministério New Ways, a freira Jeannine Gramick e o padre Robert Nugent, de celebrar para gays depois de determinar, em 1999, que não eles não haviam absorvido suficientemente os ensinamentos da Igreja sobre o “mal intrínseco” dos atos homossexuais.

Nugent, que morreu no ano passado, obedeceu a diretiva. Gramick, no entanto, continuou seu ministério e mudou para a ordem religiosa Irmãs de Loreto, e na quarta-feira estava presente na audiência. “O papa Francisco me dá esperanças”, disse Gramick à Associated Press. “Para mim, é um exemplo da classe de sacerdotes que procuram dar apoio aos que estão alijados do centro de poder na Igreja.”

O diretor executivo do grupo, Francis DeBernardo, disse que o New Ways já havia tentado sem sucesso obter assentos exclusivos para os seus peregrinos que viajam a Roma.

Fonte: Pragmatismo Político

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