Recém-lançado no Brasil, seriado ‘Faking It’ é mais uma prova de que os personagens gays vieram para ficar e inspirar

A estreia e o sucesso da série “Faking it” – exibida no Brasil pela MTV às segundas-feiras – são sintomas expressos de que vivemos novos tempos. Não somente na televisão, em que personagens gays não só ocupam cada vez mais espaço como conquistam público e crítica, mas também em nossa sociedade.

Na trama da série, cuja primeira temporada tem oito episódios e o segundo ano já está confirmado, duas melhores amigas na busca por se tornarem populares encenam um romance lésbico. Karma (Katie Stevens) e Amy (Rita Volk) percebem que o lesbianismo lhes confere novo status no universo escolar e fazem de tudo para manter vivo um relacionamento de mentira. Acontece que enquanto Karma se apaixona por um menino e tenta convencê-lo a manter essa paixão em segredo pelo bem de sua vida social, Amy passa a se questionar sobre sua sexualidade e seus reais sentimentos pela “namorada”. Seu fingimento, portanto, passa a ser mais complexo.

É um avanço que uma série jovem, tanto que é coproduzida e exibida pelas divisões da MTV mundo afora, coloque a homossexualidade como algo a aferir status e prestígio no convívio escolar. Em oposição à costumeira retratação do frequente bullying que gays assumidos sofrem neste e em tantos outros ambientes, “Faking it” inova ao propor outro olhar para o tema. Mais natural, menos fechado e muito mais interessado na progressão da sociedade do que em sua afirmação.

Essa notória evolução, no entanto, não se deu da noite para o dia. A televisão americana a ensaiou por anos a fio. Séries como “Queer as folk”, “The L world” e mais recentemente “Orange is the new black”, que nem mesmo está na TV, e sim na internet, adensaram o olhar da dramaturgia sobre personagens gays, as lésbicas em particular, fugindo do lugar comum e aceitando a tridimensionalidade que este universo exige.

Séries de diferentes épocas, com níveis distintos de audiência e temas ainda mais diversos assumiram o hábito de inserir personagens lésbicas em seus enredos. Tanto como resposta à dominância de personagens gays masculinos, como também à necessidade de se fazer uma representação mais fiel da segmentação sexual nos contextos socioculturais que reproduzem.

Se encaixam neste filão produções como “Being human”, uma ficção científica voltada para o público jovem; “Pretty little liars”, que assim como “Faking it” retrata o universo de adolescentes; “Boardwalk Empire”, sobre o nascimento do crime organizado nos EUA sob a lei seca; “The good wife”, trama jurídica exibida em canal aberto nos EUA; “Glee”, reconhecido show musical com diversos personagens gays e voltado para o público jovem; “Grey´s anatomy”, série sobre um hospital de Seattle; “House of Cards”, trama sobre os bastidores e as intrigas do poder nos EUA; e “The Forsters”, série sobre um casal de lésbicas às voltas com seus filhos.

Personagens lésbicas marcantes ainda estiveram em séries famosas como “Sex and the city” e “House” e contribuíram para que a realidade que “Faking it” traz para a televisão hoje fosse possível.

Fonte: Igay

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