Dançarinos de Anitta, Ludmilla, Valesca e Pabllo Vittar montam uma ‘gay band’

Do sonho de dançar ao lado de artistas como Anitta, Ludmilla, Valesca Popozuda e Pabllo Vittar surgiu a vontade de criar a primeira gay band brasileira. Edson Bibiu (de 30 anos e morador de Realengo), Jhury Nascimento (de 22, da Taquara), Lucas Oliveira (de 24, da Ilha do Governador) e Thiago Basseto (de 21, de Duque de Caxias) dançarinos e coreógrafos oficiais das estrelas citadas acima formaram a banda Funtastic. E já chegam com tudo. Só para ter uma ideia, eles têm single (“Balança a Raba”, assista abaixo) criado por Yuri Drummond (autor de sucessos de Vittar como “Corpo sensual”) e Ludmilla como madrinha.

“Fizemos nossa primeira apresentação em um show da Ludmilla, no fim de semana. Ela até fez uma música para gente, que ainda vamos gravar”, adianta Edson, que dança com a cantora há três anos. Apesar dos trejeitos e das definições da banda, os componentes não pretendem, a princípio, fazer nenhuma defesa de gênero. “A defesa do gênero já somos nós. Queremos tentar chegar em um público geral, na criança, no idoso e no hétero… Vamos aproveitar a porta que a Pabllo abriu, a barreira que ela quebrou”, completa.

Uma figura bem carimbada do quarteto é o loirinho Lucas, que há seis anos integra o balé de Anitta. “Ela abriu portas para muitas coisas, foi a primeira que colocou dois bailarinos dançando de forma feminina no palco”, analisa ele, que vê no mercado atual uma ótima oportunidade para seguir “quebrando barreiras”. “Já teve show que eu recebi pedra de gelo, e Anitta interrompeu o show falou sobre o preconceito. No começo foi muito difícil”, lembra.

Lucas, Jhury, Thiago e Bibiu formam a gay band Funtastic Foto: Divulgação

Jhury também já sofreu ataques homofóbicos enquanto se apresentava com Valesca, com quem ele trabalhou por quatro anos. “Gritaram viado e acertaram uma lata de cerveja no meu olho, fui parar no hospital e tive o risco de ficar cego”, conta ele, que manteve o cabelo vermelho (sua marca registrada) para o novo projeto. “Dos quatro, eu sou o mais afeminado do grupo (risos). Gosto dessa confusão do gênero, das pessoas olharem pra mim e perguntarem: ‘ele é menino ou menina?”.

O grupo vai se apresentar no próximo domingo no Baile do Bloco da Preta Gil, no Monte Líbano, com Pabllo Vittar e Jojo Todynho. “Não existe nenhum produto como a gente. A chegada da Pabllo no cenário foi muito bom, mas nem todo mundo se sentia representado. Nós, por sermos quatro estilos diferentes, vamos conseguir representar bastante gente. Queremos mostrar essa coisa que aquele gay periférico que tem a voz fina consegue fazer um trabalho bom e de qualidade. Não tem essa de querer ser mulher. Nós somos afeminados, mas não somos mulheres”, avisa Thiago.

Fonte: Athosgls

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