Homens héteros que levantam a bandeira LGBT

Empatia é a capacidade de entender e se sensibilizar com o sentimento e experiências de outra pessoa. É aquilo que a campanha Rio Sem Homofobia propõe: “Ninguém precisa ser gay para ser contra a homofobia”, “ninguém precisa ser trans para ser contra a transfobia”, “não precisa ser negro para ser contra o racismo”.

Mas o fato é que ainda hoje é preciso ter muita coragem ou muita personalidade para levantar a bandeira LGBT (além do filtro do Facebook). Sobretudo se você não faz parte da sopa de letrinhas – ou não está tentando posto de “diva gay”.

Quando se é homem, a expectativa de que é “preferível ser pegador que viado” (lembra?) faz muitos se distanciarem do grupo e dos assuntos que giram em torno dessa pauta. E só mostrarem alguma opinião quando questionados – muitas vezes com sorriso amarelo. Como se a homofobia, a lesbofobia, a bifobia e a transfobia fossem problemas menores…

Porém, alguns artistas héteros surpreendem ao mostrarem sensibilidade, empatia e comprar a briga da causa LGBT. Confira a lista de 10 deles para que outras pessoas – inclusive famosos LGBT, que raramente se pronunciam a respeito da luta, possam se inspirar – e se engajar!

BRAD PITT

Um dos maiores galãs de Hollywood demonstrou ser LGBT-friendly em diversos momentos. Dentre eles, evitando-se casar com Angelina Jolie durante um bom tempo com a justificativa de que o direito ao casamento deve ser de todos. Durante o processo, Brad chegou a oferecer – além da visibilidade positiva ao tema – uma quantia de 100 mil dólares para a campanha. Ele ainda demonstra ser tranquilo com a possibilidade de ter um filho trans, referindo-se a Shiloh.

BRUNO GAGLIASSO

O ator, que viveu o personagem gay Junior em “América” (2005), revela que chorou quando o beijo de seu personagem foi censurado pela Globo. Desde então, ele participa de várias campanhas em apoio à comunidade LGBT, trazendo até mesmo a mulher Giovanna Ewbank em uma delas. Durante o prêmio Contigo! deste ano, ele desabafou sobre as censuras dos beijos de “Babilônia” e até ameaçou abandonar a carreira. Para Bruno, preconceito é fruto da ignorância.

DANIEL RADCLIFFE

Muito mais que apenas dar declarações a favor da comunidade LGBT – como a de que não existe diferente entre os relacionamentos héteros e gays, na revista Out – o artista se engaja efetivamente para acabar com o bullying e a LGBTfobia, sobretudo envolvendo adolescentes. Ele participa, por exemplo, do The Trevor Project, instituição que previne o suicídio de LGBT,  e já gravou diversos vídeos em prol do grupo, dando opções e incentivando pais a apoiarem seus filhos LGBT.

MATEUS SOLANO

Ele deu o beijo gay na tela da Globo em “Amor à Vida” (2014) e demonstrou à revelia seu apoio à comunidade LGBT. Mateus declarou ainda  que, quando alguém diz que vai desligar a TV para que o filho não se influencie, ele se posiciona. “Não faça isso. Proibir de assistir não vai diminuir a homossexualidade. Pelo contrário, vai deixar aquilo em um lugar de dúvida e culpa”. Continua levantando a bandeira mesmo após o fim de Félix; e é  embaixador da Boa Vontade da Unaids Brasil, que combate o HIV/aids.

JOSH HUTCHERSON

O mocinho de “Jogos Vorazes” já demonstrou empatia pela comunidade LGBT em várias campanhas políticas. Além de apoiar o casamento igualitário na campanha Proposta 8 (que visava derrubar uma resolução que queria proibir casamentos LGBT nos EUA), ele participa ativamente da organização Straight But Not Narrow. Por meio de partidas de basquete e vôlei, a entidade visa acabar com o bullying e o preconceito. “É importante dar as caras e dizer para as pessoas serem elas mesmas”, declara o fofo.

JAMES FRANCO

O ator tem laços tão estreitos com a comunidade LGBT, que já recebeu o título da revista “O hétero mais gay de Hollywood”. Além de ter interpretado vários personagens gays, o artista brinca com a sua sexualidade. Já posou como travesti na Candy, já publicou nas redes sociais que estaria ficando com um rapaz e sempre toca no assunto. Até nA Lôca, em SP, apareceu. Em entrevista, Franco diz que nunca entendeu a homofobia e que na adolescência sofreu bullying por ser amigo de um rapaz gay.

CAUÃ REYMOND


O ator já participou de campanha a favor do casamento igualitário, se manifesta sempre contra os crimes de LGBT nas redes sociais e até presta homenagens à comunidade LGBT em dias de Parada do Orgulho a Diversidade. Já interpretou papeis gays no cinema, no longa “Estamos Juntos”, posou na capa da extinta revista gay Dom e disse que não vê diferença entre os fãs homens e mulheres.

COLIN FARRELL

O artista chegou a escrever uma carta aberta ao jornal Sunday World, pedindo para que seja legalizado o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Irlanda. Ele justificou: “Meu irmão (Eamon) deixou a Irlanda para ter seu sonho de casar. Isso é insano. Insano. Agora, ele está em casa, em Dublin, vivendo em paz com o seu marido”. Colin se posicionou dizendo que é hora de “corrigir a balança da justiça”, “dar exemplo” e apoiar o casamento igualitário.

WAGNER MOURA

Após ver o filme “Praia do Futuro”, cujo personagem dele é gay, sofrer com um “alerta” nos cinemas sobre as cenas de beijo e romance entre pessoas do mesmo sexo, o ator passou a estar engajado na luta contra o preconceito. “Homofobia não é a nossa praia”, escreveu nas redes sociais.  Depois, continuou com discursos de apoio à comunidade LGBT e contra a homofobia. Chegou a criticar a presença de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos em 2013, chamando-o de homofóbico e racista. “É de cortar o coração”.

GEORGE CLOONEY

Que bom que existem homens como George Clooney. O gato já discursou inúmeras vezes a favor da comunidade LGBT, chegando a investir a alguns milhões em programas governamentais da Europa e nos EUA a favor do casamento igualitário.  Ele também mostrou insatisfação em jantar com Barack Obama sobre as leis anti-homofobia que foram derrubadas por partidos norte-americanos. E disse: “Todas as vezes em que ficamos contra a igualdade de direitos estivemos do lado errado da história”.

George evita negar que os boatos de que seja gay nos últimos anos, pois não quer dar a entender que ser gay é algo negativo. “A última coisa que me verá fazendo será protestar dizendo ‘isto é mentira!’. Isto seria injusto e cruel com meus bons amigos da comunidade gay. Não vou permitir que alguém faça parecer que ser gay é algo ruim. Minha vida privada é privada e sou feliz nela. Quem sairá ferido se alguém pensa que sou gay? Estarei morto há muito tempo e ainda haverá pessoas dizendo que eu era gay. Não me importo”.”

Via: A Capa/Uol

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