Sucesso de público, espetáculo sobre violência e preconceito tem sessões em Porto Alegre

Com a chancela do prêmio de melhor espetáculo, recém-concedido pela Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), a montagem Tom na Fazenda chega a Porto Alegre para sessões neste sábado (12) e domingo (13), às 21h, no Teatro Renascença. O espetáculo, que integra o Palco Giratório Sesc, tem ingressos entre R$ 10,00 e R$ 20,00.

Em cartaz desde março do ano passado no Rio de Janeiro e percorrendo festivais pelo Brasil, Tom na Fazenda é sucesso de público e de crítica. Na história, após a morte do seu companheiro, o publicitário Tom (Armando Babaioff) vai à fazenda da família para o funeral. Ao chegar, ele descobre que a sogra nunca tinha ouvido falar dele e tampouco sabia que o filho era gay.

Nesse ambiente rural austero, Tom é envolvido numa trama de mentiras criada pelo truculento irmão do falecido, estabelecendo com aquela família relações de complicada dependência. A fazenda, aos poucos, vira cenário de um jogo perigoso, onde quanto mais os personagens se aproximam, maior a sombra de suas contradições.

A direção é de Rodrigo Portella (o mesmo de Insetos) e apresenta no elenco, além de Babaioff, Kelzy Ecard, Camila Nhary e Gustavo Vaz. É a primeira montagem brasileira da peça do canadense Michel Marc Bourchard, já levada para o cinema no filme homônimo, de 2013, com direção e atuação do celebrado Xavier Dolan. “Ano passado ficamos um ano em cartaz. É um sucesso de público surpreendente, porque trata de uma relação gay, com um personagem central em relação homoafetiva com outro”, relata Portella.

Conforme o diretor, a ideia toda partiu de Babaioff após assistir ao filme. O ator se apaixonou pelo filme e acabou conhecendo o diretor em Montreal. A partir de então, Babaioff costurou a autorização para a montagem brasileira de Tom na Fazenda e também traduziu o texto. Existem diferenças, conforme Portella, entre o filme e a peça. No texto original há muitas camadas de interlocução do personagem principal consigo mesmo, fator ausente da versão cinematográfica. “Ele fala com o namorado, pensa em voz alta. Mantivemos isso na peça, e acho que é um dos nossos grandes trunfos”, avisa o diretor. Não existe humor no filme.

O desenrolar é pesado, frio, por vezes muito violento e desesperançoso. De novo, há diferenças. “Uma coisa é uma fazenda no interior do Canadá, outra bem diferente é no Brasil. A peça tem um pouco de humor, sim, mas as questões ligadas ao preconceito são muitos piores aqui no nosso País”, conta Portella. No palco, o diretor destaca ainda um nível de tensão grande, carregado com um certo erotismo que exala dos personagens. Neste ponto, o filme de Dolan é mais discreto. “Não temos cenário. Apenas um chão frio, com lama, com dois homens se sujando naquilo como se sujassem em uma mentira inventada. Deste modo, existe sexo, existe violência”, relata.

A plateia, ao contrário do que era de se esperar, é bem variada, segundo o diretor. Homens heteros e gays, mulheres heterossexuais, todos estão ali. “Para além da questão homoafetiva, o texto tem essa pegada de abordar contradições, de escancarar a hipocrisia da sociedade. É uma peça para todos os públicos”, conta Portella.

Tom na Fazenda foi encenada pela primeira vez em 2011, em Montreal, no Canadá. A peça conta uma história bastante comum entre jovens de várias gerações, mesmo de culturas diferentes. No Canadá, no Brasil, no Oriente Médio, no Japão ou na África do Sul, homens e mulheres jovens aprendem a mentir antes mesmo de aprenderem a amar. As famílias, guardiãs das normas sobre a sexualidade, garantindo sempre a heteronormatividade, inserem nos próprios membros a semente da homofobia. É isto que Tom na Fazenda, em sua essência, pretende discutir.

Fonte: Jornal do Comércio

 

 

 

 

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Quem é Netta, o novo ícone gay que dá “todo o seu amor a Salvador”

A noite já ia longa mas Netta, a israelita que acabara de se sagrar vencedora da Eurovisão, estava mesmo cheia de saudades de comer humus. Pelo menos foi o que confessou na animadíssima conferência de imprensa que durou até de madrugada.

Netta começou a corrida para a Eurovisão há sete meses mas não podia abandonar Portugal sem premiar os seus fãs com algumas palavras. Numa sala recheada de israelitas acabou por ter que responder a muitas perguntas em hebreu ao mesmo tempo que os fas festejavam com cânticos tipicos do pais.

No momento-chave da noite, Netta nem percebeu que tinha ganho. “Eu não trazia os óculos e só via quatro homens a falar e protestar com alguns pontos que nos davam. Por isso tudo se passou em grande confusão. Todos deram um espetáculo maravilhoso esta noite, inclusive a Eleni Foureira mas…alguem tinha que ganhar e fui eu…”, dizia feliz.
CASAMENTO TEM DE ESPERAR…

A vitória, segundo o avô, foi graças ao anel que este lhe deu. “A minha avó morreu quando eu tinha 12 anos. Foi algo muito traumático. O meu avô deu-me, então, este anel que levei para o palco para me dar poder e confianca… E foi o que aconteceu! Seria para o meu casamento mas da forma como vai a minha carreira acho que este vai ter que esperar…” dizia bem disposta.

Netta justifica a vitória na Eurovisão porque a música representa a “voz de 2018″. E continua: “O público escolheu alguém diferente, uma mulher e uma historia pela qual tantos de nós ja passámos… De qualquer maneira eu só tenho que ser eu para passar a minha mensagem”.

A verdade é que ‘Toy’ já passa em todas as rádios “jovens” espalhadas pelo mundo e prepara-se para ser uma das músicas dete verão. A “diferença” – assunto muito abordado pela imprensa internacional na conferência de imprensa – acabou por já se tornar, incluisivamente, “bandeira” da comunidade gay que surge em força no clube de fãs de Netta.
“DOU-LHE TODO O MEU AMOR”: A RESPOSTA A SALVADOR

No final da conferência ainda houve tempo para umas palavrinhas a Salvador Sobral que, desde o início, não foi simpático para com a artista israelita.

Com um sorriso Netta explicou que recebeu o prémio – que, por acaso, se partiu pouco depois – das mãos de Salvador de forma digna. “Sinto que ele me respeitou. Ouvi o que ele disse sobre mim. Escrevi no twitter. Respondi. Mas ele deu-me o microfone com respeito e a ele dou-lhe todo o meu amor. Só isso. ”

Fonte: Portal Flash

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Beijo gay em trama ‘O Outro Lado do Paraíso’ bomba na web!

O capítulo da última terça-feira (8) em ‘O Outro Lado do Paraíso’, da TV Globo, deu o que falar nas redes sociais. Samuel (Eriberto Leão) e Cido (Rafael Zulu), que vivem um relacionamento homoafetivo, se beijaram pela primeira vez.

Os dois se declararam na trama escrita por Walcyr Carrasco, terminando com um final feliz para os fãs da narrativa.

O sucesso da cena repercutiu bastante nas redes sociais, principalmente no Twitter, chegando aos trending topics do Brasil e até mundial por alguns minutos.

Fonte: Isto É

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Polícia confirma assassinato de Matheusa em favela no Rio

O corpo da estudante não-binária teria sido queimado na Zona Norte da capital carioca.

A estudante de Artes Visuais Matheusa Passareli, de 21 anos, que se definia como não-binária, ou seja, nem homem nem mulher, foi assassinado e seu corpo aparentemente queimado em uma favela do Rio de Janeiro, confirmou a Polícia Civil nesta segunda-feira 7.

Batizada como Matheus Passareli, ela era uma figura conhecida do círculo cultural carioca, fazia pesquisas artísticas sobre o corpo na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e adotava uma estética andrógena.

A vítima, que preferia ser chamada de Matheusa, ou Theusa, desapareceu na madrugada de 29 de abril após sair de uma festa no Encantado, na Zona Norte da cidade, depois de dizer aos amigos que não estava passando bem.

Desde então, familiares e amigos se mobilizaram em sua busca e criaram o grupo no Facebook “Cadê Matheus Passareli – Theusa?”.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) confirmou “a morte de Matheus Passareli”, informou nesta segunda 7 a Polícia Civil do Rio de Janeiro em uma breve nota.

“A vítima foi morta na madrugada de domingo (29/04) ao sair de uma festa no Morro do 18. As investigações prosseguem com diversas diligências objetivando a identificação da autoria do crime”, acrescentou a Polícia.

O irmão de Theusa, o também não-binário Gabriel Passareli, escreveu em uma mensagem no Facebook que a DDPA notificou a família de que o corpo “foi queimado e poucas são as possibilidades de encontrarmos alguma materialidade”.

“Sinto tanto que escolho ser leve mesmo diante de tanta crueldade à qual minha irmã e nós (…) fomos expostos”, escreveu Gabe Passareli, que disse que família voltou para sua cidade natal, Rio Bonito, no interior do estado, para passar o luto.

O homicídio de Theusa acontece menos de dois meses depois do assassinato da vereadora do PSOL-RJ Marielle Franco.

Seu colega de partido, o deputado federal Jean Wyllys, havia pedido ajuda publicamente para encontrar Matheusa.

O brutal crime contra a jovem causou comoção nas redes sociais e trouxe à tona a realidade pouco conhecida do coletivo não-binário, ou “genderqueer”, que tem sua bandeira levantada pela cantora Liniker, que postou imagens de luto por Matheusa.

O Brasil é um dos países com maior número de homicídios de homossexuais do mundo, onde apenas em 2016 foram assassinadas 343 pessoas em crimes relacionados à LGBTfobia, segundo cifras da ONG Grupo Gay da Bahia.

Fonte: Carta Capital

 

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Coordenação LGBTI e TRE-SP realizam Mutirão do Nome Social no Título de Eleitor

Travestis, mulheres e homens trans que já tenham o título de eleitor e desejam incluir o nome social no documento tem uma oportunidade
no próximo domingo: na data, será realizado o Mutirão do Nome Social no Título Eleitoral. Além de pessoas que já tenham seu título de eleitor,
o mutirão também atenderá a travestis, mulheres e homens trans que ainda não tenham título de eleitor – e queiram emitir o documento já
com o nome social incluído.

O objetivo da ação é facilitar o acesso das pessoas trans ao processo de inclusão do nome social no título eleitoral, oferecendo a segurança
de que necessitam para que sua identidade de gênero seja reconhecida e respeitada também no âmbito eleitoral, ressaltando os valores
da democracia e igualdade.

O Mutirão de Nome Social no Título de Eleitor é uma parceria entre o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e a Secretaria
Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), por meio da Coordenação de Políticas para LGBTI. Embora tenha surgido como
uma demanda apontada pelas beneficiárias e beneficiários do Programa Transcidadania, o mutirão atenderá a qualquer pessoa travesti
ou trans, desde que sejam apresentados os documentos solicitados, de acordo com cada caso.

Documentos necessários para quem tem o título eleitoral ativo e quer somente incluir o nome social

•           Documento de identidade com foto

•           Comprovante de residência

Documentos necessários para quem for criar pela primeira vez o título ou possui título eleitoral cancelado

•           Documento de identidade com foto

•           Comprovante de residência

•           Certificado de alistamento (pessoas travestis e mulheres transexuais de 18 a 45 anos)

Serviço:

Mutirão do Nome Social no Título de Eleitor

Dia 06/05 das 13h às 17h

Posto de Atendimento Anhangabaú

Rua Dr. Falcão Filho, nº 121 – Anhangabaú – São Paulo-SP

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Gretchen aproveita momento em alta e estreia reality show com sua família

Tudo começou com uma entrevista. Hospedado na casa da tia, Sula, Thammy Miranda, acompanhado da mãe, Gretchen, recebeu os produtores Tatiana Issa e Guto Barra para a gravação de um documentário da HBO sobre sexualidade. Vendo a agitação – Gretchen fala em “confusão” – da família reunida, Issa e Barra questionaram se os Mirandas nunca haviam pensado em fazer um reality show.

Um tempo depois, os produtores contataram Gretchen e sugeriram, para valer, a elaboração de um programa sobre a família. “Falei logo com meu marido, que disse que por ele não haveria problema”, revela a Rainha do Bumbum, que ficou animada com a ideia. O projeto foi adiante e o programa, batizado de Os Gretchens, estreia nesta segunda-feira, 23, no canal pago Multishow, com 15 episódios, que serão exibidos de segunda a sexta-feira, às 22h.

O programa promete uma imersão gigantesca na vida não só de Maria Odete, a Gretchen, de 58 anos, mas de toda a sua família. As gravações aconteceram entre dezembro do ano passado e março deste ano, e passaram por Mônaco, onde a cantora vive há três anos, e ainda pela Itália, Estados Unidos, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Maragogi, em Alagoas, onde a família passou o Natal, e ainda pelo interior paraibano. “Fui cantar num circo, na Paraíba, e até nisso me acompanharam”, brinca Gretchen.

De início, Thammy não ficou muito confortável com a ideia. “É uma megaexposição. O que você posta na internet é escolha sua, outra coisa é a filmagem do seu dia a dia.” Uma vez no projeto, porém, ele não se importou – nem quando o maior de todos os barracos registrados pela produção envolveu uma briga entre ele e a sua mulher, Andressa Ferreira. “Em nenhum momento falei para cortar. Tenho certeza que as pessoas verão como algo da vida real mesmo.” Rindo, Gretchen afirma que essa briga específica, porém, chocou até a produção do programa. “Todos se olharam, perguntando se havia sido combinado.”

O programa, entretanto, promete, além de barracos, momentos emocionantes e discussão de assuntos sérios. Alguns membros da família, por exemplo, não aceitam a transexualidade de Thammy. Uma das cenas do programa, porém, vai mostrar dona Maria José, de 84 anos, defendendo o neto. “Idade não impede que você tenha um entendimento dessas coisas”, afirma Gretchen.

Nos EUA, o reality show da família Kardashian é sucesso há anos. Os Mirandas, porém, evitam comparações. “O nosso é mais legal, tem mais emoções”, acredita Gretchen, que nunca viu o programa de Kim e sua família. “Não é uma família brasileira. O sangue latino é mais forte.”

Reinado internacional

As gravações terminaram no mais recente grande momento do novo ápice da carreira de Gretchen. Nos últimos anos, a Rainha do Bumbum, como ficou conhecida lá nos anos 80, se tornou a Rainha dos Memes. Fãs jovens, encantados com as caras e bocas de Gretchen, transformaram momentos da sua carreira – de participações em programas de auditório à sua disputa em A Fazenda – em GIFs, as, geralmente cômicas, imagens virtuais em movimento. O público gay, aficionado por música pop, começou a usar os memes de Gretchen para brincar com a rivalidade entre as divas – foi quando uma delas, Katy Perry, conheceu o trabalho da brasileira. Depois de convidá-la para um clipe de sua música Swish Swish, em parceria com Nicki Minaj, a cantora americana chamou Gretchen também ao palco da sua Witness Tour, em São Paulo, para apresentar a canção. O encontro entre Katy e Gretchen foi registrado pelo programa.

 “Sou uma pessoa muito pé no chão, não fiquei deslumbrada”, conta a brasileira sobre o convite. Outra diva pop, a jovem Camila Cabello, também conheceu o trabalho de Gretchen ao ouvir a versão dela para o seu sucesso Havana. Por conta da relação dos fãs de Gretchen com música pop, ela gravou, no ano passado, um álbum inteiro de versões de hits de artistas como Dua Lipa e The Weeknd. “Mas as pessoas pedem coisas novas e eu acabei fazendo”, diz a cantora, que lançou em março a inédita Salto 15. Após a exibição do reality, mais uma nova música autoral deve ser lançada.

Ao ouvir a mãe falar sobre os shows e a carreira de cantora, Thammy brinca. “Desde que eu tinha uns 13 anos ela fala que está aposentada”, diz aos risos. Gretchen, porém, afirma que está mesmo aposentada. “Cada vez que ela se aposenta aparece um projeto novo”, completa o filho.

O reality, por enquanto, é o foco principal da família. Ator, Thammy revela que não deve voltar a trabalhar em novelas no momento. “Quem sabe no futuro, por enquanto estou focado no projeto.” Segundo Gretchen, a dedicação se estende até a filha mais nova, de 7 anos, que ajudou a produção segurando microfones. “Somos uma família bastante profissional. Até quem não é eu faço ser.”

fonte: istoe
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Centros de Cidadania LGBTI recebem cursos do Pronatec

Os Centros de Cidadania LGBTI da região central e da região sul recebem a partir do mês de maio cursos do Pronatec. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria

Municipal de Direitos Humanos e Cidadania e a Fundação Paulistana e tem como foco a profissionalização e capacitação de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

 

As inscrições se iniciam em 24/04 e as pessoas interessadas devem preencher formulário através do site:https://goo.gl/GVDq5G . Os cursos têm limite de 25 vagas, com matrículas por ordem de inscrição. Os estudantes que participarem dos cursos receberão bolsa auxílio no valor de R$ 300,00. As aulas se iniciam em 07/05. Quem tiver alguma dúvida pode procurar um dos Centros de Cidadania participantes ou a Fundação Paulistana.

Veja abaixo mais informações sobre os cursos:

Assistente Administrativo – Matrículas em 26 e 27/04 (Região Central)

Vendedor – Matrículas em 24 e 25/04 (Região Sul)

Serviço:

Centro de Cidadania LGBTI Luiz Carlos Ruas (Região Central)

Rua Visconde de Ouro Preto, 118 – Consolação – São Paulo-SP
Telefone: (11) 3115-2616

Centro de Cidadania LGBT – Edson Neris (Região Sul)
Rua São Benedito, 408 – Santo Amaro – São Paulo-SP
Telefone: (11) 5523-0413 / 5523-2772

Fundação Paulistana

Telefone: (11) 3223-4349 / (11) 973704399

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Cantora gospel que se casou com pastora tentou “cura gay” antes de sair do armário

A cantora gospel Rosania Rocha assumiu sua homossexualidade nos últimos anos e terminou o casamento com um pastor para se casar com a pastora Lanna Holder. De acordo com o site O Fuxico Gospel, Rosania afirmou que tentou práticas de regressão e até os tratamentos para “cura gay” antes de aceitar a orientação sexual.

De acordo com a publicação, Rosania e Lanna lideram a igreja “Cidade Refúgio”, uma comunidade cristã voltada para o público homossexual, apesar de não se limitar a ele.

Em entrevista divulgada pelo site, a cantora disse ainda que, mesmo antes de sair do armário, já não gostava do do pastor Silas Malafaia, conhecido pelas declarações contra os homossexuais.

Tratamento

Em 2017, a Justiça Federal de Brasília permitiu, em caráter liminar, tratar a homossexualidade como uma doença. Na prática, a sentença dá aval para que psicólogos possam atender gays e lésbicas como doentes e possam fazer terapias de “reversão sexual” sem sofrer qualquer tipo de censura por parte do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

Na época, o Jornal Opção lançou campanha nas redes sociais, endossada por políticos, especialistas e personalidades para criticar a liminar. “Amor não é doença, amor é cura. Trate seu preconceito”, diz a campanha.

Em dezembro, uma segunda decisão deixou proibido fazer “propaganda ou divulgação de supostos tratamentos, com intuitos publicitários, respeitando sempre a dignidade daqueles assistidos”. O texto porém, permite que pessoas infelizes com a orientação sexual possam receber atendimento em consultórios, e que profissionais estudem sobre o tema.

 fonte: jornalopcao

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Veja 10 frases polêmicas de Bolsonaro que o deputado considerou ‘brincadeira’

Brincadeira, gafe ou crime? Condenado recentemente a pagar R$ 50 mil por danos morais à população negra e, agora, denunciado ao Supremo Tribunal (STF) pelo crime de racismo, o pré-candidato a presidente e deputado federal Jair Bolsonaro (PSL/RJ) trata a fala sobre os quilombolas que lhe rendeu os processos como “brincadeira”. Desta vez, ele disse em uma palestra que um negro não servia nem para procriar.

E não é a primeira frase polêmica que ele “explica” depois, como sendo apenas uma piada. O parlamentar também já foi denunciado ao STF por crime de incitação ao estupro. O motivo foi outra “brincadeira”, feita com a colega de Câmara dos Deputados, Maria do Rosário (PT/RS), que ele disse não merecer ser estuprada porque era feia. O parlamentar já foi condenado anteriormente a pagar R$ 50 mil por danos morais à população negra e R$ 150 mil por ofensas aos homossexuais.

Confira 10 frases polêmicas de Jair Bolsonaro que o parlamentar considera “brincadeiras”:

Negros

1 - “Eu fui num quilombola em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles” (Em palestra no Clube Hebraica, abril de 2017).

Estupro

2 - “Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui pra ouvir. (Em discurso na Câmara, em 2003). Ao explicar a frase: “Ela não merece (ser estuprada) porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar porque não merece”.

‘Coro’ no filho gay

3 - “O filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro ele muda o comportamento dele. Tá certo? Já ouvi de alguns aqui, olha, ainda bem que levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem” (Em programa da TV Câmara em novembro de 2010).

Fraquejada

4 - “Fui com os meus três filhos, o outro foi também, foram quatro. Eu tenho o quinto também, o quinto eu dei uma fraquejada. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio mulher. (Palestra no Clube Hebraica, abril de 2017).

Promiscuidade

5 - “Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu” (À Preta Gil, quando questionado sobre o que faria se seu filho se apaixonasse por uma negra. Março de 2011).

Tortura

6 - “Eu sou favorável à tortura, tu sabe disso” (A um programa de TV, em 1999). E “O erro da ditadura foi torturar e não matar” (Em entrevista no rádio, em junho de 2016).

Bater em gays

7 - “Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater” (Em entrevista sobre uma foto do ex-presidente FHC ter posado em foto com a bandeira gay e defendido a união civil, em maio de 2002).

Fuzilamento

8 -  “Deveriam ter sido fuzilados uns 30 mil corrutos, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso” (Em programa de TV, em maio de 1999).

Prostituição

9 - “90% desses meninos adotados vão ser homossexuais e vão ser garotos de programa com toda certeza desse casal” (Em vídeo reproduzido no programa de Danilo Gentily, sobre adoção por casais gays).

Mulheres

10 - “Não é questão de gênero. Tem que botar quem dê conta do recado. Se botar as mulheres vou ter que indicar quantos afrodescendentes” (Em entrevista em Pouso Alegre, questionado se aumentaria o número de mulheres no ministério, em março de 2018).

fonte: www.em.com.br

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PM expulsa soldado que denunciou tortura após assumir ser gay em SP

Polícia Militar do Estado de São Paulo decidiu expulsar o soldado Adriell Rodrigues Alves da Costa, de 35 anos, da corporação. A decisão, publicada no Diário Oficial, acontece pouco mais de seis meses após o soldado acusar os oficiais do 39° Batalhão da Polícia Militar de ‘perseguição, tortura e homofobia’. Ao G1, Costa disse, na manhã deste domingo (15), que está com medo de ser morto.

O agora ex-militar tornou-se conhecido a partir de um vídeo gravado por ele e compartilhado em uma rede social. “Se algo acontecer com a minha vida, com a minha integridade física, a responsabilidade é do comandante do batalhão, da Polícia Militar e do Estado, que nada fizeram para apurar as minhas denúncias”, dizia.

Seis meses depois da publicação do vídeo, o comando da PM decidiu expulsá-lo por ter cometido “transgressão disciplinar de natureza grave”. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Costa agrediu uma equipe de saúde e outros policiais durante uma avaliação clínica marcada a ele pela corporação durante apuração dos fatos.

O ex-militar, que é formado em odontologia, ficou indignado com a decisão. “Fiquei dentro da minha casa esperando atendimento médico durante oito dias. Eu ia entrar em deserção. Me convenceram a ir dizendo que eu ia para São Paulo. Era mentira”. Ele, que acabou preso por 34 dias, diz ser vítima de um crime “forjado” pelo comando.

Adriell também alega que a corporação nunca aceitou os atestados que apresentava. “Eles me faziam trabalhar engessado e medicado, pois meus laudos não valiam”. O salário dele foi suspenso em novembro de 2017. “A cúpula da instituição nomeou um sargento [para defendê-lo] que é subordinado aos tiranos que me perseguiram e torturaram”.

“A PM destruiu a minha vida. Temo pela minha integridade física. Temo que me matem para calar todo o mal que me fizeram. Eles provaram que não têm escrúpulos algum. Se alguma coisa acontecer comigo, foi o Estado de São Paulo e a Polícia Militar que fizeram mal”, fala, ao complementar que está com medo.

 

 

O caso

 

Soldado há 9 anos, Costa iniciou a carreira na polícia lotado no 24º Batalhão, em Diadema, sendo transferido depois para Mauá, cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Em 2011, teve as mãos lesionadas após um atropelamento durante o trabalho, e desde então, passou a atuar em funções administrativas na corporação.

Em 2016, após decidir morar no litoral paulista, Costa passou a atuar no 39º Batalhão, em São Vicente. Segundo ele, desde o início, havia sido considerado “peso morto” por ter ido para a unidade com restrições médicas, retiradas posteriormente pelo médico do 6º Comando do Policiamento do Interior, responsável por todo litoral.

A situação física se agravou ao lado da psicológica, já que ele acusava o batalhão de persegui-lo em razão da orientação sexual. “Eu escutei de um cabo que eu tinha que ‘virar homem’. Ele me disse: ‘Você não é homem. Você não está agindo como um homem’. Decididamente, um inferno começou na minha vida quando vim para a Baixada [Santista]“, relatou, na época.

Ainda na ocasião da divulgação do vídeo, a Secretaria de Segurança afirmou que estava prestando todo o apoio necessário ao policial. O comunicado enviado ao G1 afirmava que as medidas para solucionar o caso ‘estavam sendo tomadas’ e que a Corregedoria da Polícia Militar estava acompanhando o caso.

fonte: G1

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