Nego do Borel esclarece boato em meio a polêmico beijo gay: “Não apoio o Bolsonaro”

Nego do Borel resolveu se manifestar pela primeira vez após os boatos de que teria uma proximidade ideológica com Jair Bolsonaro (PSL/RJ), pré-candidato a presidência da República, e ao mesmo tempo ser protagonista de um beijo gay em seu novo clipe, “Me Solta”.

Entre acusações do público LGBT e até de seus seguidores, Borel veio a público falar que não apoia Jair Bolsonaro.

“Eu não apoio o Bolsonaro. Esta foto foi tirada num jantar que eu estava também, a pedido do filho dele. Não costumo negar tirar fotos com ninguém”, justificou o cantor, por meio de sua assessoria de imprensa.

“Quando eu decidi fazer esse clipe, sabia que poderia ser algo polêmico, mas fui em frente. A Nega da Borelli é uma personagem que, pra mim, representa a liberdade de ser quem eu sou. Recebi muitos elogios pelo clipe e tenho acompanhado as críticas de perto porque acho que eu e todo mundo temos muito ainda a aprender com esse tema”, concluiu.

Mesmo com as palavras do funkeiro, o perfil do cantor no Twitter mostra o contrário. Ele curtiu alguns tuítes em apoio a Bolsonaro.

Bolsonaro é o cara que você passa a gostar quando vê quem o detesta“, é uma das curtidas do perfil do cantor. Em outra postagem, o like foi dado em um comentário pedindo a eleição de Bolsonaro a presidente ainda no primeiro turno.

O clipe, o beijo gay, a relação com Jair Bolsonaro, a polêmica com o público LGBT e a resposta da assessoria de imprensa têm dividido opiniões nas redes sociais.

Fonte: RD1

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Jovem é agredido na orla em Santos (SP) por ser gay: “Até quando vão nos matar?”

O estudante de publicidade Lucas Acacio estava na praia de Santos, litoral de São Paulo, na última sexta-feira (6), quando foi vítima de uma agressão homofóbica. Lucas saiu do mar e foi pedir um isqueiro para uns rapazes que estavam na orla. “Lembro de um grupo de pessoas mexendo comigo, me zoando pelos meus trejeitos e voz. Depois lembro de levantar do chão, pegar minhas coisas e gritar pra minha amiga correr dali se não eu iria morrer”, escreveu o jovem em um relato nas redes sociais, que viralizou. Até o momento do fechamento desta nota, já eram quase 12 mil compartilhamentos e 30 mil reações.

Lucas contou ao Uol que quando pediu o isqueiro os homens foram hostis. “Eu falei para a minha amiga o que tinha acontecido, ela não gostou e foi reclamar com eles. Eles chegaram a bater nela e eu fui defendê-la. Disseram para ela ‘seu namoradinho vai apanhar para parar de ser veado’ e começaram a me bater.”

Em seu desabafo, o estudante diz que “o grupo de homens aumentava e a única pessoa que se propôs a nos ajudar foi um morador de rua, que chorando, pediu para entrarmos em qualquer ônibus”. Leia a seguir.

No que você está pensando,
Lucas ?

Estou pensando quantas vezes mais eu vou apanhar ou sofrer qualquer tipo de agressão por uma escolha que não fiz. Antes do ultimo jogo do Brasil lembro de um grupo de pessoas mexendo comigo, me zoando pelos meus trejeitos e voz. Depois lembro de levantar do chão, pegar minhas coisas e gritar pra minha amiga correr dali se não eu iria morrer. O grupo de homens aumentava e a única pessoa que se propôs a nos ajudar foi um morador de rua, que chorando, pediu para entrarmos em qualquer ônibus ali na orla em Santos e descer em qualquer lugar bem lá na frente.
Tenho dores em todo o meu corpo, sinto dificuldades nas mais simples atividades. Não aconteceu o pior, só restaram hematomas e dores musculares para tratar e como fiquei inconsciente não me lembro de nada enquanto estava sendo espancado, mas foram chutes no estomago e na cabeça, socos na cara e muita crueldade e covardia de 6 homens.
Não ia postar nada, nem falei isso pra ninguém na intenção de apenas esquecer tudo e aproveitar o resto das férias, mas acabei vendo um vídeo onde um pastor diz expulsar um espirito homossexual da casa de uma mãe fiel e enquanto todos na time line estavam rindo da situação, comecei a chorar. Chorar desesperadamente por saber que essa mãe acredita que seu filho tem um espirito ruim que o torna homossexual. A religião nos demoniza de uma forma bizarra e eu fico perplexo. Perplexo também por saber que hoje temos informações postas em nossas mãos e as pessoas ignoram tudo parar seguir dogmas que matam pessoas e deixam a sociedade doente. Esse é o objetivo de seu Deus ? 
Não foi a primeira agressão que sofri esse ano, quem dirá na vida, mas até quando ? Até quando vão nos matar por sermos do jeito que somos ? Até quando vão ignorar o problema ?
Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em crimes motivados por homofobia, o número representa uma vítima a cada 19 horas (fonte GGB). 
Você ai que diz que respeita mas não aceita, que apoia Bolsonaro e seu discurso, que assovia pra mulher na rua, que usa “viado” como xingamento pejorativo, que segue Silas Malafaia, vocês QUE NÃO PARAM UM SEGUNDO PRA OUVIR E SER EMPÁTICO E USAR A INTERNET PRA PESQUISAR UM ASSUNTO SÉRIO ANTES DE VIR COM UM DISCURSO SEM BASE e vocês que não moveram a bunda da cadeira pra ajudar um jovem sendo espancado por 6 caras enquanto sua amiga não podia fazer nada. TODOS VOCÊS são culpados por todas essas mortes e por cada cicatriz que ficará no meu corpo.

PAREM DE NOS MATAR!

Fonte: Revista Forum

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Considerado apoiador de Bolsonaro, Nego do Borel é acusado de hipocrisia e oportunismo em novo clipe

No recém-lançado vídeo de Me solta, funkeiro aparece usando salto alto, bolsa, batom e beija o modelo Jonathan Dobal

O clipe de Me solta, lançado por Nego do Borel nessa segunda-feira (9/7) foi um dos assuntos mais comentados do dia. No vídeo, gravado na comunidade que carrega em seu nome artístico, o funkeiro carioca surpreendeu o público ao aparecer de salto alto, batom, bolsa e dar um beijo em um homem, o modelo Jonathan Dobal.

Se a ideia era promover a diversidade e fazer sucesso entre o público LGBT, o cantor falhou. A repercussão do lançamento tem sido bem negativa nas redes sociais, especialmente entre esse público, que acusa Nego do Borel de hipocrisia e oportunismo. Tudo porque o artista é visto como apoiador do deputado Jair Bolsonaro, com quem já apareceu em fotos e interagiu positivamente no Instagram.

Vários internautas, ligados ou não à causa LGBT, criticaram a atitude do cantor. “Eu passo seis horas fora da internet e o Nego do Borel, eleitor do Bolsonaro, resolve lançar clipe com beijo gay atrás do pink money é?”, escreveu o jornalista William de Lucca, um dos principais ativistas do movimento no Twitter. “Quero julgar ngm nao mas… o nego do borel demonstrou apoio ao Bolsonaro e dps ficou com medo, fez video beijando outro homem e teve um carro ‘roubado’! Eu não sei vcs mas tudo isso me parece ser fake pra tentar limpar a imagem dele”, escreveu outro usuário, lembrando do assalto que o dono do hit Você partiu meu coração sofreu domingo, recuperando sua BMW ontem.

Fonte: Portal UAI

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Miss Gay e Trans de Araraquara estão com as inscrições abertas

As inscrições para a 5ª edição dos concursos Miss Gay, Miss Trans e Mister Gay estão abertas na página oficial do evento na internet. A decisão acontece do no dia 21 de julho no Centro Internacional de Convenção.

Além da coroação das novas misses e do mister, o evento também contará com a apresentação da drag queen Leyllah Diva Black, com seu corpo de ballet vindo de São Paulo. Victoria Vipper, a transexual dona do maior número de faixas de Miss do Brasil e de Campinas também marcará presença na competição, que conta também com a participação de Dafiny Mullers.

A festa ainda trará os shows de performistas de Araraquara, como Tayra Moon, Vanessa e Malaga Valencia. A apresentação ficará a cargo do artista Wilton Vital e a parte musical será assinada por Rodrigo Collin.

Os vencedores de cada categoria irão levar para casa prêmios dos patrocinadores do evento, além de serem classificados para o Miss Trans Brasil e Miss Gay São Paulo. O V Miss Gay e Trans de Araraquara faz parte do projeto Diversidade Em Foco, contemplado pelo PROAC, conta com realização da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, tendo suporte dos organizadores Paulo Sergio Tetti, Ligia de Freitas, Tay Ferreira e Wilton Vital, além do apoio da FUNDART e Secretaria de Cultura de Araraquara.

Fonte: Athosgls

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Yuri on Ice traz polêmico anime gay japonês para o cinema

Mistura de esporte de inverno com relacionamentos complexos entre atletas do mesmo sexo polemizaram no mundo dos animes e chegam ao cinema.

Um dos maiores sucessos dos animes de esportes de inverno do Japão vai chegar ao cinema: Yuri!!! on Ice the Movie: Ice Adolescence já está em fase de produção pela mesma equipe do MAPPA que fez o anime original.

Escrito por Mitsurō Kubo e dirigido por Sayo Yamamoto, o anime foca no patins sobre o gelo com atuação direta da esportista japonesa Kenji Miyamoto, que coreografa e atua nas cenas principais.

Lançado originalmente em 2016, o enredo do anime foca no patinador Yuri Katsuki e seu grande ídolo, o campeão de patinação Victor Nikiforov e o novato Yuri Plisetsky. Obviamente, os relacionamentos serão complexos e as cenas de patinação sobre o gelo predominam, especialmente na competição Figure Skating Grand Prix, pano de fundo para a trama.

A polêmica do anime fica por conta do relacionamento entre os protagonistas, todos do mesmo sexo, que tem uma abordagem diferente do estilo tradicional de animes e mangás, que geralmente tendem para o gênero yaoi (enredos gays masculinos bem românticos, voltados para o público feminino).

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Reino Unido lança plano que proíbe terapias de “cura gay”

As terapias de reversão sexual, como a popular “cura gay”, serão proibidas em todo o território do Reino Unido, de acordo com o plano apresentado nesta terça-feira (03), no qual inclui a lei que impede psicólogos de oferecer tratamentos que “convertam” pacientes homossexuais em héteros.  

A proposta se baseou a partir dos dados reunidos por uma pesquisa online, na qual revelou-se que mais de 65% dos britânicos gays temem pela sua segurança ao demonstrarem afeto em público como trocar carícias ou até mesmo dar as mãos na rua.

Do total dos 108 mil entrevistados, 2% contaram que já foram submetidos em algum momento a esse tipo de tentativa de “cura”, e outros 5% disseram ter rejeitado a oferta em algum momento. Pelo menos metade daqueles que passaram por este tipo de terapia alegou ter sido dirigido por um grupo religioso.

Já 19% dos ouvidos afirmaram ter recebido indicações de profissionais da saúde; e 16% por um familiar ou conhecido. Em torno de 40% relataram sofrer assédio verbal ou violência física nos 12 meses anteriores à pesquisa, mas deste universo cerca de 90% dos casos não foram registrados como  denúncia.

“Me chocou o número de entrevistados que disseram não poder mostrar abertamente sua orientação sexual, ou que evitam andar de mãos dadas com seus parceiros por medo”, declarou a primeira-ministra Theresa May. “Ninguém deveria ter de esconder quem é, ou quem ama”, completou.

O plano do governo ainda inclui a nomeação de um conselheiro nacional de saúde LGBT, ampliando um programa anti-homofóbico de bullying nas escolas e a melhora a gravação e a denúncia de crimes de ódio à comunidade LGBT e o estabelecimento do Fundo de Implementação LGBT de 45 milhões de libras (cerca de R$ 23 milhões) para a concretização do plano.

61% dos entrevistados foram identificados como gays ou lésbicas e um quarto foi identificado como bissexual. 4% disseram ser pansexuais, e 13% transexuais, sendo 7% se identificam como “não-binários” – aqueles que não se identificam nem com homem e nem mulher. As informações são da agência AFP.

Fonte: Portal Observatório

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Parada LGBT de Brasília critica homofobia na Copa e cobra inclusão política

Em ano de eleições, a 21º Parada do Orgulho LGBTS de Brasília, que ocorre neste domingo (1º), pede a representação eleitoral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no poder público. O objetivo é incentivar a participação de candidatos que representem as minorias e a criação de leis que garantam direitos e combatam o preconceito.

Em meio à Copa do Mundo, a homofobia na Rússia também foi lembrada. O presidente russo, Vladimir Putin, já disse que o país precisa “se livrar da homossexualidade”. Na Rússia, a homossexualidade foi descriminalizada apenas em 1993. Em 2013, a chamada “lei de propaganda gay” proíbe a distribuição para menores de idade de conteúdos que defendam os direitos LGBT. Na Parada de Brasília, cartazes mostravam o presidente russo, Vladimir Putin, caracterizado como drag queen.

Segundo a Polícia Militar, 15 mil pessoas participam do evento. A expectativa é que 60 mil pessoas passem pelo local ao longo do dia. Com mote  #LGBTePoliticaSIM, o evento acontece em frente ao Congresso Nacional e deve ir até a Torre de TV.

Uma pesquisa realizada em junho passado pelo grupo que organiza a parada mostrou que, para 97% dos 259 entrevistados, é importante ou muito importante que os candidatos ao Governo do Distrito Federal e à Presidência da República defendam o grupo.
De acordo com o Grupo Gay da Bahia, em 2017 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais foram mortos em crimes motivados por homofobia. O número, o maior em 38 anos em que o levantamento é realizado, representa uma vítima a cada 19 horas. Os dados de 2017 representam um aumento de 30% em relação a 2016, quando foram registrados 343 casos.
Burocracia dificulta realização de paradas

Pesquisa financiada pelo governo da Suécia mostra que paradas LGBT no Brasil enfrentam excesso de burocracia e cobrança indevida de taxas em alguns municípios, mas não sofrem violência por parte das forças policiais e tem avaliação positiva da segurança pública. A pesquisa entrevistou organizadores de 106 marchas.

De acordo com o levantamento, a autorização para realização de eventos LGBT demora em média 18,41 dias para sair, ante as 48 horas do padrão mundial. Outro problema é a cobrança de taxas aplicadas para serviços como de limpeza, autorização ambiental e até de bombeiros, que são públicos. A questão foi relatada por 31% dos organizadores.

Por outro lado, a pesquisa também levanta um aspecto positivo: a relação das marchas com as forças policiais. Foram relatados trato discriminatório ou abuso da força em apenas 8,5% das marchas. Em 18% houve manifestação ofensiva por parte da população.

Fonte: Portal Boa Informação

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Na Netflix: documentário mostra perseguição aos gays na Rússia

Vale o aviso: o documentário To Russia With Love só fica na Netflix até dia 1 de julho. Eu sempre tive vontade de conhecer a Rússia, sobretudo a cidade de São Petersburgo por causa do fabuloso filme Arca Russa (2002), de Aleksandr Sokurov, que é todo ambientado no museu Hermitage. Não tenho mais vontade. Putin, que fica na presidência até 2024, endureceu a lei contra os gays e a perseguição aos homossexuais ficou implacável. Tanto é que estão pedindo aos turistas gays na Copa do Mundo que não demonstrem afeto em público. É o fim da picada, para dizer o mínimo.

Feita minha crítica ao país que sedia o Mundial, vamos ao documentário que é o tema deste post. To Russia With Love, de 2014, faz um apanhado (antes e depois) dos acontecimentos que envolveram os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sóchi. Por meio de homossexuais, sobretudo atletas que participaram das Olimpíadas, o filme mostra a repressão russa aos gays e o que os estrangeiros fizeram (ou não fizeram) para manifestar seu apoio à comunidade GLBT de lá.

Antes de chegar a Sochi, muitos deles diziam que apoiariam a causa. Mas, diante da realidade num país estrangeiro, a história teve outro rumo. Um dos casos mais curiosos é o do patinador artístico Johnny Weir que, com suas roupas espalhafatosas, achava que isso já seria um sinal de protesto. Veja no filme qual foi a repercussão de sua “manifestação”.

Entre depoimentos dos atletas, há, sim, os ativistas russos que protestavam nas ruas e recebiam a retalhação policial em troca. E há também a triste história de um jovem de 17 anos que morava em Sochi, sofria bullying dos colegas e até da professora. Seu destino, contudo, teve um final feliz.

Fonte: VejaSP

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OMS tira transexualidade da lista de doenças mentais


Entidades LGBTI comemoram decisão “histórica” da Organização Mundial da Saúde. Transexualidade passa a integrar categoria de condições relacionadas à saúde sexual, para garantir direito a assistência médica.A Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a transexualidade de sua lista atualizada de doenças mentais. Organizações LGTBI mundo afora comemoram a decisão.

A OMS excluiu a transexualidade da lista de doenças mentais e incorporou o uso abusivo de videogames como uma desordem de comportamento, na primeira atualização de sua Classificação Internacional de Doenças (CID) em quase três décadas, publicada nesta segunda-feira (18/06).

Depois de 11 anos de trabalhos, a OMS decidiu que a transexualidade, que é uma desordem da identidade de gênero, seja retirada da lista de “distúrbios mentais” – algo que há anos vinha sendo motivo de reclamações das associações LGTBI – e passe para a categoria “condições relacionadas à saúde sexual”.

Ela se mantém, assim, dentro da classificação, para facilitar quem deseje assistência médica, já que em muitos países o sistema público ou privado de saúde não assume os custos do tratamento se o diagnóstico não estiver incluído na lista.

“Queremos que as pessoas que sofrem dessas condições possam obter ajuda médica quando necessitem”, explicou o diretor do departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS, Shekhar Saxena.

Segundo Saxena, a transexualidade deixa de ser considerada uma doença mental porque “não há evidências de que uma pessoa com uma desordem de identidade de gênero deva ter automaticamente uma desordem mental, ainda que frequentemente venha acompanhada de ansiedade ou depressão”.

As ONGs chilenas de direitos dos homossexuais Fundación Iguales e Movimiento de Liberación Homosexual (Movilh), por exemplo, qualificaram a decisão como “histórica”.

“Quase 28 anos depois de haver despatologizado a homossexualidade, se reconhece com evidência científica que a transexualidade não é uma patologia”, afirmou um grupo LGTBI equatoriano.

Na Guatemala, 14 entidades LGTBI divulgaram nota afirmando que a medida busca “garantir direitos humanos” à população transexual. “A medida é um passo importante para colocar fim à patologização das pessoas trans, que resultou em graves violações de seus direitos humanos”, afirmaram as associações.

A CID inclui cerca de 55 códigos de doenças. A publicação serve de plataforma para a OMS e outros especialistas registrarem e reagirem a tendências na saúde.

Fonte: Portal Terra

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Homofobia: casal gay é agredido no 1º dia da copa

No primeiro dia da Copa do Mundo na Russia (que teve início em 14 de junho) um casal de dois homens franceses foi agredido ao pegar um táxi em São Petesburgo. Uma das vítimas, identificada como O.Davrius, foi levada ao hospital com sinais de lesões cerebrais e uma fratura na mandíbula. A polícia deteve dois suspeitos pelo ataque, Ismet Gaidarov e Rasul Magomedov.

Este é o primeiro caso de agressão motivada por homofobia a ser registrado pela imprensa internacional na Copa de 2018 e entidades ligadas a comunidade LGBTQ+ do mundo todo estão em alerta. A capacidade da Rússia para sediar os jogos foi questionada muito antes do início da copa devido às diversas violações de direitos humanos acobertadas, quando não promovidas, pelo governo de Vladmir Putin.

Ameaças e censura à comunidade LGBTQ+

Desde muitos meses antes do início da competição, organizações LGBTQ+ ligadas ao futebol tem recebido ameaças anônimas de grupos homofóbicos russos. O grupo Pride in Football, por exemplo, recebeu mensagens dizendo que os fãs LGBTQ+ seriam perseguidos e mortos.

Algumas organizações relataram, inclusive, a atividade de unidades paramilitares formadas por membros do grupo étnico cossaco que estariam patrulhando alguns dos locais que hospedam os jogos para “ajudar a polícia a impedir que gays se beijem”.

Ainda no primeiro dia da copa, o ativista britânico Peter Tatchell foi preso em Moscou por protestar contra a perseguição e tortura de gays na Chechênia, que faz parte da federação russa. Tatchell pagou uma multa e acabou liberado, mas o episódio chamou atenção para as leis antidemocráticas do país. Na Rússia, há uma lei que proíbe especificamente manifestações da comunidade LGBTQ+.

Lei anti “propaganda gay”

Os crimes anti-LGBT aumentaram drasticamente na Rússia desde a promulgação da lei de “propaganda gay” de 2013. Sob a justificativa de “proteger os menores de idade”, o governo proibiu a promoção de “relações não-tradicionais”. Na prática, manifestações públicas de afeto entre pessoas do mesmo sexo e manifestações de apoio a causa LGBTQ+ podem render multas e até mesmo prisão de um ano. No caso de estrangeiros, há ainda o risco de deportação.

Um documento emitido pelo governo russo com orientações para os turistas na copa afirma que

O documento aconselha também que não se leve bandeiras que representem a comunidade LGBTQ+ em jogos.

Apesar disso, em outro comunicado, o governo afirmou que os membros da comunidade LGBTQ+  não devem deixar de ir à Russia para prestigiar a Copa do Mundo.

Com informações do G1 e do Pink News.

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